
Vida em estado de frenesi: o pulso descontrolado. As ruas da cidade estão ficando mais estreitas, as paredes do seu quarto estão se aproximando. Sonambulismo em direção à aceleração. Suas veias pulsam, você sente o coração bater na garganta - não pense, como você agirá? - Lute! Dance sobre o vulcão: crises criam almas criativas. Pupilas dilatadas, mãos trêmulas. Nosso mundo, uma arena: o protesto torna-se euforia excessiva. Fuga! Perigo de colapso. Somos nós os criadores da crise? Pise no acelerador. Todas as estradas levam a um beco sem saída, ao vazio. Você ouve gritos, poderiam ser os seus. Congele! Paralisia. O mundo gira, nós não. Edifícios colapsam. Você recupera o fôlego. E agora?
A base sobre a qual nos apoiamos está desmoronando, e as crises nas quais tropeçamos estão muito presentes tanto na arquitetura quanto no planejamento espacial e urbano. Tudo o que foi deixado de lado até agora, mais cedo ou mais tarde, recairá sobre nós. O desastre paira sobre nós. O estado em que entramos é de reação permanente, um enfrentamento necessário das crises - rápido, intuitivo, eletrificado. Este modo nos permite alcançar o desempenho máximo: energias inesperadas são liberadas, nossas habilidades cotidianas são ampliadas em estado de emergência.
