
Para além do conteúdo romântico que se costuma atribuir ao seu aspecto político-social, a resistência é uma condição ambivalente. Como depende de um ente externo, não é uma condição autônoma; ou seja, só aparece em relação a um exterior. Não existe sem algo a que resistir. É uma oposição a forças que, como tal, pressupõe uma tomada de posição a partir da qual essa oposição é exercida. Assim, pode haver resistência a aspectos tão díspares quanto o status quo ou a mudança.
Para complicar ainda mais as coisas, a resistência é também uma condição que aparece em muitos âmbitos. A arquitetura é um deles. Por exemplo, um edifício pode opor resistência física a condições externas como um terremoto, o clima ou até mesmo a poluição. De fato, o edifício é uma ferramenta que não apenas nos ajuda a resistir à natureza, mas que, por sua condição principalmente estática, é também uma ferramenta de resistência à passagem do tempo.
