
Hoje, a maioria das pessoas no mundo desenvolvido e em desenvolvimento vive em cidades que são o legado do colonialismo, do capitalismo e de outras estruturas patriarcais, ou em paisagens desenhadas e redesenhadas pelos empreendimentos da expansão colonial e corporativa. Dada a magnitude dos recursos e do capital necessários para concretizar projetos arquitetônicos, os valores e objetivos das partes interessadas institucionais continuarão, inevitavelmente, a moldar a arquitetura. Em outras palavras, o ambiente construído nunca é apolítico; ele é persistentemente moldado como um artefato socioeconômico.
Nesta edição, estamos interessados na tectônica da desigualdade: para excluir quem os espaços públicos são construídos? A robotização do ambiente aumentará os vieses cognitivos atuais? Quais pressupostos xenofóbicos estão incorporados ao tecido dos espaços que devemos atravessar diariamente? Com as geografias contemporâneas marcadas por divisões políticas, a arquitetura produz disparidade ou pode propagar novas democracias? Que ferramentas os/as designers possuem para desestabilizar o preconceito estrutural?
Estamos interessados em respostas a qualquer uma das chamadas. Também estamos aceitando submissões de artigos em duas partes que abordem ambos os lados da discussão. As propostas devem ter no máximo 250 palavras e incluir imagens de amostra, a extensão/formato previsto do artigo, fontes, bem como uma breve biografia.
