
Fronteiras são espaços de transição — limiares entre áreas com características distintas. Sejam políticas e impostas pela ação humana, ou naturais e manifestas por meio de características geográficas, as fronteiras foram, são e continuarão sendo um palco para os maiores desafios da civilização. À medida que a urbanização empurra a atividade humana em direção aos confins da Terra, e ameaças existenciais como — mas não limitadas a — nacionalismo, guerra e mudanças climáticas tornam os acordos geopolíticos mais precários, a forma como escolhemos coreografar e cruzar esses espaços liminares revelará muito sobre nossas prioridades.
Este concurso internacional de ideias de projeto — o segundo da Série CBDX — questiona: como arquitetos/as e designers podem intervir nas fronteiras? Quais lógicas de território são necessárias para mediar áreas em ambos os lados de uma divisão? Trata-se de um “ou”? Talvez um “e”? Talvez nenhum? Talvez ambos? E, à medida que os avanços tecnológicos encurtam ainda mais as distâncias e tornam imateriais as restrições espaciais anteriores, qual é, afinal, o futuro das fronteiras? Como projetamos zonas de fronteira?
