
Como definimos o “lar”? Embora nossas ideias sobre o lar estejam sendo constantemente repensadas, o exame cuidadoso do conceito de “lar” chamou recentemente a nossa atenção, tanto de arquitetos/as quanto de não arquitetos/as. Quase todos/as tiveram que confrontar sua perspectiva de “lar” ao adaptar locais de trabalho, encontros sociais, rotinas de exercícios e a vida cotidiana. Agora, não apenas internalizamos o lar, mas observamos como nossas casas se conectam digitalmente ao resto do mundo.
Ainda assim, o “lar” permanece como o lugar arquitetônico mais significativo que vivenciamos ao longo de nossas vidas. O lar representa segurança, propriedade, privacidade e estabilidade. É onde podemos estar sozinhos/as e com as pessoas de quem mais gostamos. Historicamente, o lar tem sido um lugar de permanência. Apesar do caos de nossas vidas, valorizamos a consistência de dormir na mesma cama e realizar os mesmos rituais diários neste espaço.
Ao longo dos tempos, arquitetos/as têm investigado continuamente o papel que os lares desempenham em nossas vidas. Essas investigações nos apresentam novas noções de ambientes domésticos que repensam completamente a casa, como a House VI de Peter Eisenman ou a Nagakin Capsule Tower de Kurokawa, e, por vezes, repensam elementos específicos dentro de um lar, como o elevador na Maison Bordeaux, de OMA.
