
Este ano marca o centenário do falecimento de Rudolf Steiner. Sua relevância, para nós, não diminuiu. Ele foi um brilhante não-arquiteto que construiu melhor do que muitos arquitetos. Como explicar isso?
Seu élan vital e força criativa manifestaram-se em diversos campos, mas talvez a "Rainha das Artes" (como a arquitetura já foi chamada) tivesse um significado e uma atração especial para ele. Ele buscava a unidade, a totalidade. E sua arquitetura expressa essa busca de forma pungente.
Diz-se que muitas das grandes edificações do passado foram erguidas sobre o alicerce de uma "ordem simbólica compartilhada", do tipo que a religião proporcionava. Mas onde está essa "ordem simbólica compartilhada" hoje? Muito enfraquecida, se é que ainda existe...
