
Os limiares são constantes antropológicas: podem ser encontrados em todas as culturas e épocas. Assim como limites e fronteiras, eles expressam uma das relações fundamentais da humanidade com o espaço. Locais onde espaços são separados e conectados, os limiares também são metaforicamente potentes em todas as culturas, funcionando como passagens onde a subjetividade é transformada.
A History of Thresholds: Life, Death and Rebirth utiliza o limiar como fio condutor para explorar o significado e a importância que os seres humanos investiram nos espaços construídos. O livro é uma narrativa visual sobre a vida, a morte e — eventualmente — o renascimento desses limiares: desde os gregos antigos até o surgimento do domínio privado e a transparência da arquitetura contemporânea, que parece diminuir o espaço liminar do limiar. A History of Thresholds defende a necessidade de reinventar o limiar a fim de estabelecer um novo contrato entre a arquitetura e o humanismo.

