
Em quase todas as civilizações, o jardim, assim como o paraíso, sempre foi um espaço fechado, uma fábrica de paisagem destinada a projetar e encarnar ideais de vida. No entanto, no século XX, o jardim ultrapassou o recinto e deu lugar à ecologia e, com ela, a uma forma diferente de limite. O jardim mudou de escala e passou a ser planetário.
Para preservar este jardim e emancipá-lo das leis do mercado e do modelo de desenvolvimento infinito, incompatíveis com a vida, a figura do/a jardineiro/a proposta por Gilles Clément deve ouvir o “gênio natural”, tentando entender antes de agir, e fazer todo o possível com a natureza, em vez de contra ela.
Conteúdos
Introdução
Três definições
O advento da ecologia
Rumo a um jardim planetário
O novo economista
Evolução e mistura planetária
O lugar da arte
O gênio natural
Cidade reciclável e memória seletiva
O objeto-tempo
