
“Espaços para viver – Espaços para compartilhar” refere-se à ideia da casa tradicional iraniana, especialmente nas áreas áridas e quentes do centro do Irã. A casa iraniana passou por profundas transformações físicas e morfológicas ao longo do tempo, acompanhando mudanças de natureza social, econômica e tecnológica, passando das características da tradicional casa introvertida voltada para um pátio interno para o tipo de residência extrovertida típica da cidade, o condomínio, onde a orientação é voltada principalmente para o exterior.
É importante considerar o espaço onde o ser humano vive não apenas sob um ponto de vista dimensional, mas também pela forma como o indivíduo vivencia esse espaço, carregado de símbolos e afetos, e, assim, destacar uma categoria particularmente interessante de espaços de relação — abertos e cobertos, internos e externos — que conectam as unidades habitacionais ao tecido relacional, viário e social da cidade. A arquitetura não pode deixar de levar em conta os vínculos estreitos entre o comportamento privado e as atitudes públicas gerados nesses espaços, diferenciando os diversos níveis de privacidade nos quais os espaços de relação públicos e privados se articulam.
SUMÁRIO:





