
O vidro é um dos materiais que interveio na construção do que Heidegger (ao falar de arquitetura) denominou "fronteiras". E o fez de uma forma ambígua, complexa e elusiva, mediando a luz e o olhar. As propriedades ópticas deste material desencadeiam uma série de aspectos perceptivos, emotivos e semiológicos que transcendem o seu estudo sob um ponto de vista meramente científico.
O texto reflete sobre vinte e duas palavras, acompanhadas por uma série de imagens, que fazem referência a esses aspectos e nos ajudam a entender como a arquitetura faz uso de algumas das qualidades mais inapreensíveis deste material paradoxal; propriedades que, por vezes, são empregadas de forma premeditada e que, em outras, são ativadas de forma imprevista, acrescentando máscaras, camadas de mistério, à matéria.





