
"Talvez a arquitetura não seja nada mais do que a arte de construir climas que corrigem artificialmente aquilo que a natureza apresenta em seu caminho", como sustentava Vitrúvio. Para o arquiteto suíço Philippe Rahm, a arquitetura existe porque o clima natural costuma ser inóspito para os seres humanos: quente ou frio demais, seco ou úmido demais, escuro ou ensolarado demais. A arquitetura deve suavizar, intensificar, mitigar e regular o clima natural para torná-lo habitável.
Este volume reúne uma série de ensaios do arquiteto suíço que abordam como os efeitos do aquecimento global e das pandemias transformaram a historiografia ambiental da arquitetura, que, para o autor, é um refúgio individual com uma grande carga simbólica e sociopolítica, ou, ao menos, uma solução puramente ecotécnica e objetiva.
Conteúdos
Por um urbanismo termodinâmico
Arquitetura branca
O que é a beleza?
Arquitetura, clima e meteoros
O que é a arquitetura meteorológica?
O coronavírus ou o retorno à normalidade
Estilo antropocênico: a arte decorativa nos tempos das epidemias e do aquecimento climático
