
O estudo de edifícios canônicos ou exemplares aproxima o/a pesquisador/a e o/a leitor/a da maneira como procedem ou projetam os/as mestres que forjaram a humanidade a partir da arquitetura. Esta obra concentra seus esforços no estudo da casa para Edith Farnsworth, um arquétipo da melhor arquitetura moderna projetado pelo arquiteto alemão Mies van der Rohe em meados do século XX. A análise se desenvolve rastreando —desde os esquemas de projeto até a construção da casa— uma série de operações arquitetônicas das quais o arquiteto se valeu para alcançar este edifício sublime.
Mies, leitor atento e estudioso da filosofia, propõe, por meio de sua obra, transpor uma série de noções filosóficas para operações arquitetônicas; para isso, utiliza o Baukunst, um princípio que corresponde à amálgama de dois termos alemães que, por sua vez, compreendem duas esferas da atividade humana, alcançando uma nova noção. Mies transcende a simples “construção” (Bau) e a eleva às esferas da “arte” (Kunst) para obter um edifício que represente o “espírito” de seu tempo.
