
O trabalho de Andrés Jaque representou uma transformação radical na forma como a arquitetura é entendida, comunicada e praticada. O impacto é global, embora especialmente notável na arquitetura espanhola. Por meio da micro-história, seu trabalho revela arquiteturas aparentemente omitidas nas histórias da arquitetura, em seus arquivos e em suas plataformas operativas. Se as grandes narrativas se concentraram em obras, personagens e acontecimentos que confirmam a relação entre a disciplina e as estruturas de poder, Jaque insiste no protagonismo de agentes, humanos e não humanos, que operam no cotidiano e são fundamentais para compreender as políticas espaciais contemporâneas.
Mies y la gata Niebla é a primeira publicação que reúne os ensaios de Andrés Jaque e da plataforma que fundou em 2003, a Office for Political Innovation, a partir da qual opera.
Andrés Jaque (Madri, 1971) é arquiteto doutor pela Escuela Técnica Superior de Arquitectura de Madrid (ETSAM) e, atualmente, diretor do programa de Advanced Architectural Design da Columbia University, em Nova York. Em 2003, fundou a Office for Political Innovation, a partir de onde desenvolve suas propostas, que foram publicadas em revistas de teoria arquitetônica como Log, Perspecta, Threshold ou Volume; e em revistas de arquitetura como 2G, a+u, Arquitectura Viva, Bauwelt, Domus, El Croquis e L’Architecture d’Aujourd’hui. Andrés Jaque recebeu o Prêmio Frederick Kiesler (2016) e, entre as inúmeras distinções que recebeu, cabe destacar o Leão de Prata de melhor projeto da XIV Bienal de Arquitetura de Veneza (2014) e o Prêmio Dionisio Hernández Gil (2006).




