
Esta publicação parece ser tão diversa e flexível quanto o projeto que ela descreve. Um projeto desenhado sob regras autoimpostas a partir de questionamentos pessoais de sua equipe gestora, cujos interesses parecem conectar-se conscientemente, de forma biográfica, com sua geração: o descrédito daquela figura rotulada como Starchitect; o surgimento, em parte do continente americano, de uma nova ideia de prática arquitetônica situada; a falta de referências profissionais para arquitetos/as que não projetam edifícios; e a sensação de que a arquitetura é um curso universitário que define um destino conforme quem o estuda, mais do que o que realmente possibilita, gerando um choque entre a prática e o estudo. Esses interesses foram influenciados pelas mudanças sociais e culturais do início do século, pelas crises políticas e por uma economia global em declínio, gerando reflexões críticas sobre a profissão. As duas partes que compõem esta publicação, distribuídas em dois livros independentes, porém complementares, dão conta das múltiplas possibilidades de #XFORMAS, de seus derivados e dos questionamentos frente à disciplina.





