
A edição mais recente da tradicional revista da Associação de Escritórios de Arquitetura (AOA) aborda o devir, a regeneração e a recuperação das cidades, juntamente com a necessidade de desafiar os paradigmas que têm sido obrigatórios no planejamento e que precisam ser reconsiderados para melhorar significativamente a qualidade de vida em bairros, povoados e cidades. Foi o que indicou o diretor da revista, Yves Besançon, ao apresentar os conteúdos da edição nº 48 em um evento que reuniu associados, profissionais e parceiros no Espacio AOA.
“A relação dos assentamentos humanos com o entorno natural, o planejamento de cidades saudáveis ou o foco em realidades que conduzam a comunidades urbanisticamente equitativas e justas parecem ser as chaves que permitem uma verdadeira coesão social e relações humanas respeitosas e eticamente coerentes”, destacou, acrescentando que as necessidades sociais para uma vida prazerosa e digna, assim como o cuidado com a saúde mental dos habitantes, são aspectos urgentes que devem ser considerados, além do desafio de alcançar espaços públicos mais seguros e acessíveis para todos/as.
Como construtores/as das cidades de amanhã, comentou Besançon, para os/as arquitetos/as não é estranha a preocupação com os processos de reabilitação urbana nos quais a iniciativa privada e o Estado são chamados com urgência a se aproximar para, assim, enfrentar e resolver este desafio que nada mais é do que o resgate das cidades. “A recuperação e a renovação de nossos bairros, povoados e centros urbanos dependerão de ações concretas que facilitem a mudança de paradigma para não continuarmos fazendo mais do mesmo, em benefício de todos/as e para um melhor habitat e qualidade de vida”, afirmou.
