
Um guia instigante sobre as formas cativantes e enigmáticas pelas quais o ambiente construído ganha forma, Best Practices propõe uma nova maneira de pensar sobre bairros, conjuntos habitacionais, paisagens urbanas e fachadas comerciais, não tanto como lugares definidos por códigos de obras, dimensões ou características geográficas, mas como conjuntos de intervenções ad hoc e efemeridades incidentais.
Best Practices é um convite para reconsiderar profundamente questões de especialização, profissionalismo, poder, ubiquidade, padrões, ambientes de comunicação, práticas construtivas e como esses elementos confrontam a arquitetura. O livro propõe um conjunto mais amplo e abrangente de interesses e referências para o discurso contemporâneo de arquitetura e design.
Combinando documentação fotográfica com legendas e citações extensas, Best Practices define um território nas margens entre o sancionado e o não sancionado, o regulamentado e o não regulamentado, o elegante e o brega, o inovador e o absurdo. Embora não esteja necessariamente em oposição a esses mecanismos, Best Practices afirma que o interesse, o conhecimento e o significado são gerados, com maior frequência, nas linhas que dividem tais categorias. O livro defende uma consideração mais aprofundada das reformas não autorizadas, do trabalho manual improvisado, das pinturas feitas ao acaso, dos projetos de "faça você mesmo" sem muito empenho, das fachadas rachadas, das contradições, dos compromissos e das coincidências.
