
Em defesa da Modernidade e contra todo classicismo robótico e todo romantismo bufonesco, Miranda sempre foi uma figura incômoda, um resistente que conhece o valor da sedimentação do pensamento estruturado e sabe que é preciso pregar constantemente. Intelectual comprometido em momentos melosos, nos quais a disciplina mais simplória se apoderava das salas de aula, sua voz foi amada pelos/pelas estudantes e desprezada por uma boa parte de seus/suas colegas de uma Academia da qual sempre duvidou. E essa dúvida tornou-se um instrumento de transformação de seu pensamento; sabemos que duvidar é perigoso, uma vez que os poderes sempre nos lançaram certezas que permitem adorar sem pausas, mas, por outro lado, nunca avançar na mudança.
Antonio Miranda é arquiteto formado pela Escuela Técnica Superior de Arquitectura de Madrid desde 1971 e doutor pela Universidad Politécnica de Madrid desde 1976. Em janeiro daquele mesmo ano, iniciou seu trabalho como professor na Escuela Superior de Arquitectura, onde chegou a ser Catedrático de Projetos em 1994. Foi diretor do Departamento de Projetos da mesma escola entre 1990 e 1994. Foi codiretor da revista Arquitectura (publicada pelo Colegio Oficial de Arquitectos de Madrid) e diretor da revista Planos (publicada pelo Departamento de Projetos da ETSAM).





