
Os escritos aqui reunidos (finalizados com um diálogo com Kenneth Frampton, no qual se discute a intensidade na Arquitetura) são fruto das aulas ministradas por Campo Baeza na ETSAM, sua querida Escola de Arquitetura de Madri, e em muitas outras escolas ao redor do mundo, após um período de maturação tranquila ao longo destes últimos anos. “O objetivo destes Principia é elaborar um texto básico, um resumo e uma síntese dos temas fundamentais com os quais continuamos trabalhando e que entendemos, cada dia com mais clareza, como centrais para a Arquitetura. Que não são tanto apenas descobertas pessoais, mas temas essenciais da própria Arquitetura”.
Embora os temas tratados sejam diversos, Campo Baeza quis enfatizar aqueles que possuem uma relação direta com suas obras: a luz, a terra, o substancial, a poesia, a precisão, a leveza, o plano horizontal, a esquina, os materiais, a construção, as estruturas, a memória, os artefatos, a natureza, o tempo... Pois suas obras, seus projetos e suas aulas desenvolveram-se sob o calor destes temas, mas, por sua vez, quase todos estes temas nasceram a partir de sua obra construída (e de alguns projetos que nunca chegaram a ver a luz). Assim, embora convencido de que não é possível uma Arquitetura que não tenha sua origem nas ideias e na razão, também não acredita em uma Arquitetura que não tenha a vontade de ser construída, que não tenha como fim ser uma obra construída. Nesse mesmo sentido, Campo Baeza afirma: “se estes pensamentos são a razão da minha arquitetura, não posso ‘me esconder’ no momento de expô-los. Embora alguns amigos me peçam uma maior assepsia. A criação artística nunca foi asséptica”.





