
Com sua ênfase na permanência e na estabilidade, a arquitetura, a princípio, resiste a uma associação fácil com a performance ao vivo, geralmente considerada efêmera e elusiva. No entanto, a arquitetura e a performance compartilham uma preocupação central: a interação entre corpos e espaço.
"Bodybuilding" é a primeira publicação a examinar o uso da performance ao vivo por arquitetos/as. Olhando para além dos projetos utópicos não construídos dos primeiros modernistas ou da vanguarda do pós-guerra, os/as autores/as revelam um cânone alternativo de arquitetos/as que, de fato, empregam a performance para fortalecer o processo de construção ou, ainda, para explorar o entrelaçamento da arquitetura com o trabalho, a segurança, a raça, a migração, o meio ambiente, a gentrificação e a assembleia pública. Para esses/as arquitetos/as, a performance pode ser uma ferramenta, um método ou um dispositivo heurístico; em todos os casos, a performance é uma lâmina que corta a matéria da arquitetura.





