
Manhattan é comumente vista como um território insular icônico do século XX. Representações convencionais reforçam sua leitura como uma condição urbana resultante do capitalismo neoliberal. Essas forças expandiram a malha urbana e extrudaram suas arquiteturas como um laboratório de ideias urbanas.
No entanto, como muitas outras condições costeiras e insulares, a Manhattan do século XXI enfrenta as adversidades das mudanças climáticas antropogênicas. Ressacas mais fortes e a elevação do nível do mar exigem, agora, que a ilha recalibre suas posições sociais e ambientais. A cidade precisa considerar, mais uma vez, suas condições arquipelágicas fluidas herdadas da dinâmica glacial.
