
Depois de Tadao Ando, Toyo Ito e Fumihiko Maki, Kengo Kuma trouxe um novo vigor e leveza à arquitetura japonesa. Afastando-se do arranha-céu modernista do século XX, Kuma viajou pelo Japão, seu país natal, para desenvolver uma abordagem verdadeiramente sustentável, traduzindo o artesanato e os recursos locais em edifícios oportunos e específicos para cada local. Inspirado pela tradição e com os pés firmemente plantados no presente, este "materialista" anuncia uma nova arquitetura tátil, marcada por superfícies envolventes, estruturas inovadoras e formas fluidas, reconectando as pessoas à fisicalidade da casa. O objetivo de Kuma, acima de tudo, é "apenas respeitar a cultura e o meio ambiente do local onde estou trabalhando".
Para esse fim, Kuma moldou o Museu de Arte Popular da Academia de Arte da China parcialmente com telhas descartadas; criou uma capela de bétula e musgo em Nagano; e trabalhou com artesãos locais para esculpir o V&A Dundee como um reflexo em camadas e retorcido das falésias costeiras escocesas. Com uma sensibilidade extraordinária para o espaço, a luz e a textura, Kuma revela qualidades inesperadas nos materiais, encontrando a leveza da pedra na Chokkura Plaza e a suavidade do alumínio no telhado de palha do Centro de Transporte Turístico do Lago Yangcheng.
