
Esta é uma graphic novel sobre a profissão de arquitetura contemporânea, na qual a própria profissão atua como protagonista sob a forma de uma cidade imaginária chamada Practiceopolis. A obra narra histórias quase realistas que exageram o cotidiano arquitetônico e o que é tácito, a fim de torná-los proeminentes e tangíveis. Essas histórias retratam e dramatizam os conflitos de valores entre as diferentes culturas de prática arquitetônica, bem como entre a profissão de arquitetura e outros membros da indústria da construção, apresentando-os como conflitos políticos em torno do futuro de Practiceopolis.
O livro utiliza o mundo metafórico de Practiceopolis para provocar grandes questionamentos sobre rotinas cotidianas da profissão que arquitetos/as podem considerar naturais, e para examinar diferentes ideologias em vigor entre arquitetos/as e outros membros da indústria da construção. O livro termina seguindo a tradição dos mundos distópicos, comum em uma certa vertente das graphic novels.
Ao ilustrar e narrar vividamente as questões críticas que investiga, o autor criou um mundo que qualquer arquiteto/a, estudante ou profissional reconhecerá instantaneamente e, ao mesmo tempo, rejeitará, provocando o leitor a questionar a si mesmo e à profissão como um todo.





