
Embora as infraestruturas sejam um pré-requisito para qualquer noção moderna de "civilização", raramente notamos o quanto dependemos delas. Talvez o fato de interagirmos apenas com suas interfaces as torne imperceptíveis, a ponto de lembrarmos de sua existência apenas quando falham ou quando, ao final do mês, precisamos pagar a conta.
Essa invisibilidade torna difícil abordá-las a partir da arquitetura. Talvez como uma forma de "arquiteturizá-las", Keller Easterling as denomina espaço-matriz; assim, deixa evidente que, mesmo quando intangíveis, as infraestruturas estão localizadas no espaço e, como matriz, operam sempre em interconexão com outras. É nesse espaço entre uso e gestão sem questionamento que reside um espaço de crítica que pode ser ocupado pela arquitetura. É aí que se situam os projetos, ensaios e pesquisas desta edição da ARQ e, a partir dessa posição, sua contribuição consiste em ampliar tal espaço.
- Portfólio Fotográfico: A fotografia de Jack Ceitelis / Carla Francheschini
- Editorial: Calculadamente tarde / Francisco Díaz
- Leituras, obras e projetos
- Sobre infraestrutura / Reinhold Martin, entrevistado por José Lemaitre e Pedro Correa
- Teatro Regional del Bíobío / Smiljan Radic, Eduardo Castillo, Gabriela Medrano
- Uma espécie de circo raro / David Caralt
- Infraestrutura para porosidades seletivas / Maite Borjabad
- Infraestrutura do Limiar / Pelin Tan
- Metrópoles de Recifes / Amaia Sánchez, Jorge Valiente, Gonzalo Valiente
- Parque Kaukari do rio Copiapó / Teodoro Fernández Arquitectos
- Conter, restaurar, conectar / Osvaldo Moreno
- De infraestrutura a Paisagem / Fulvio Rossetti
- A segunda via / Nicolás Verdejo
- Duas subestações de transmissão / UMWELT
- Edifício C&T / José Rosas, Philippe Blanc
- A infraestrutura do edifício / Renato D’Alencon, Claudio Vásquez, Pedro Pablo De la Barra
- Aeroporto Arturo Merino Benítez / STANTEC + Amunátegui Barreau Arquitectos
- Debate / Pablo Allard, Camila Cociña




