Mimi Zeiger

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A quarentena pode nos impulsionar rumo a um santuário planetário?

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Não consigo parar de pensar em refugia. Nos anos, meses e dias anteriores à pandemia da COVID-19, o termo limitava-se à literatura e à filosofia da crise climática, referindo-se a bolsões de vida que, por meio do isolamento geográfico ou da resiliência das espécies, conseguem resistir apesar das forças ambientais adversas. Pense em colônias de cracas do Noroeste Pacífico aninhadas no alto de afloramentos costeiros para evitar se tornarem presas de caracóis marinhos. Ou em florestas antigas isoladas das temperaturas crescentes em vales montanhosos de clima ameno.

À medida que o autoisolamento se impôs no início daquela primavera, a palavra *refugia*, pelo menos para mim, expandiu sua definição de uma condição ecológica específica para uma referência conceitual — um salto metafórico necessário diante de uma crise planetária. A magnitude desta pandemia foge à compreensão humana, mas, para as pessoas mais afortunadas, o refúgio é algo administrável: um local de relativa segurança, de fermento natural e aulas de ginástica on-line.

Como duas iniciativas do Getty estão salvando o patrimônio modernista global

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Este artigo foi publicado originalmente no Metropolismag.com.

A iniciativa Conserving Modern Architecture (CMAI) e o programa de subsídios Keeping It Modern dedicam-se a apoiar novos métodos e tecnologias para a conservação de edifícios modernistas.

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O novo Museu M+ de Hong Kong é um belo estudo em contradição

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Nesta republicação desta semana da Metropolis, a autora Mimi Zeiger explora o novo Museu M+ em Hong Kong, finalmente aberto ao público. "Projetado por Herzog & De Meuron, o impressionante edifício afirma a ascendência cultural da cidade ao mesmo tempo que amplia as inevitáveis tensões políticas da região".

O novo Museu M+ de Hong Kong é um belo estudo em contradição - Imagen 1 de 4O novo Museu M+ de Hong Kong é um belo estudo em contradição - Imagen 2 de 4O novo Museu M+ de Hong Kong é um belo estudo em contradição - Imagen 3 de 4O novo Museu M+ de Hong Kong é um belo estudo em contradição - Imagen 4 de 4O novo Museu M+ de Hong Kong é um belo estudo em contradição - Mais Imagens+ 5

Como um aposentado de 88 anos, pioneiro em projetos solares, recebeu o Prêmio "Game Changers" 2017

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Esse artigo foi originalmente publicado pela Revista Metropolis como parte de sua seção 2017 Game Changers. Você pode ler sobre todos os Game Changers 2017 aqui.

Conheci o arquiteto e professor Ralph Knowles em um dia quente de outono, mesmo para o sul da Califórnia. Ele me cumprimentou em mangas de camisa (sua camisa tinha uma estampa tropical de videiras e galhos) e me levou para um cadeira na varanda de seu condomínio. A construção -uma comunidade de aposentados- é bastante nova, mas há árvores de carvalho antigas na rua tranquila. Enquanto falamos sobre sua carreira, os carvalhos da Califórnia formam um cenário pungente. Por mais de cinco décadas, Knowles, 88, tem defendido uma arquitetura que se aproxime das forças e ritmos da natureza.