Mathias Agbo, Jr.

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Agricultura urbana: um caminho sustentável para superar a crise alimentar em curso na Nigéria

Um relatório recente vindo da Nigéria, elaborado pelo Ministério da Agricultura, prevê que pelo menos 31,5 milhões de pessoas possam enfrentar uma crise alimentar e nutricional entre junho e agosto deste ano. Estes dados alarmantes evidenciam a gravidade da crise de abastecimento que tem escalado progressivamente nos últimos anos. A alta dos preços de frutas e legumes e a consequente escassez nos mercados locais já são evidentes, à medida que alimentos básicos desaparecem das mesas. Essa situação projeta um futuro sombrio para o país, onde a maior parte da população já luta para garantir o sustento básico, mesmo em períodos mais favoráveis.

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Como Madagascar está enfrentando as mudanças climáticas

Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge.

Madagascar é um país insular na costa sudeste da África que, apesar de sua vegetação exuberante e de sua fauna e flora singulares, enfrenta desafios ambientais formidáveis, desde a elevação do nível do mar até a exploração desmedida de recursos naturais. Joan Razafimaharo é uma arquiteta profundamente envolvida com sustentabilidade, mudanças climáticas e esforços de adaptação em Madagascar e em toda a região do Oceano Índico. Razafimaharo também é uma das apenas cerca de sessenta arquitetas e arquitetos no país, atendendo a uma população de 28 milhões de habitantes.

Recentemente, conversei com ela sobre ativismo ambiental diante das mudanças climáticas, a contenção da exploração de recursos naturais, o papel de arquitetos e arquitetas em sociedades com escassez de recursos, e o empoderamento de mulheres em áreas isoladas. A entrevista, realizada originalmente em francês, foi traduzida e editada para fins de extensão e clareza.

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É hora da África criar sua própria agenda para as mudanças climáticas

No último novembro, a conferência anual do clima em Sharm el-Sheikh, a COP 27, terminou com um acordo provisório firmado para estabelecer um fundo climático de “perdas e danos” para a África e outros países em desenvolvimento. Para os africanos, isso foi motivo de uma comemoração contida, já que por gerações o continente construiu sua agenda de mudança climática quase exclusivamente em torno da busca pela justiça climática, visando responsabilizar as nações industrializadas pela maior parte das emissões globais de carbono.

Tudo isso se desenrolou ao mesmo tempo em que a maioria dos países africanos lida com os desafios mais básicos: saneamento urbano ineficiente; má gestão de águas pluviais; escassez de água, saneamento e instalações de higiene; desmatamento e degradação ambiental.

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A ambiciosa agenda climática da Nigéria e sua fixação com a pegada de carbono

Há alguns meses, o mundo se reuniu em Sharm El Sheik, no Egito, para a cúpula anual sobre mudanças climáticas: a COP27. Como o resto da África, a Nigéria é representada por seu séquito de burocratas, defensores do clima e outros grupos interessados. Desde a última reunião na Escócia (COP26), a Nigéria assinou a Lei de Mudanças Climáticas, estabelecendo uma meta de atingir zero emissões líquidas de gases de efeito estufa entre 2050 e 2070.

Nesse tempo, o país desenvolveu um ambicioso plano de energia que veria a transição dos combustíveis fósseis para as energias renováveis, utilizando a sua vasta reserva de gás natural. O país está na vanguarda da Iniciativa dos Mercados Africanos de Carbono e planeja arrecadar pelo menos US$ 500 milhões com o comércio de créditos de carbono para compensar o carbono emitido.

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Carta aberta da Nigéria para o mundo: coronavírus e o futuro das cidades

Este artigo foi publicado originalmente em Common Edge.

Desde o irrompimento do surto de COVID-19 há alguns meses, eu, como muitos de vocês, passei os últimos meses trancafiado em casa, ansioso e preocupado com as consequências e desdobramentos disso tudo. Entretanto, ao invés de perturbá-los com mais previsões hipotéticas para um futuro ainda incerto, prefiro compartilhar algumas observações sobre a atual condição das cidades africanas nesta calamitosa situação que estamos vivendo. Como africano, procurarei apresentar uma perspectiva única, desprendida de limitações e fronteiras, por que, afinal de contas, esta é uma crise sanitária mundial que como tal, desconhece tais demarcações.

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O custo humano trágico das novas megacidades da África

Este artigo foi publicado originalmente por Common Edge como "Tale of Two Cities: Unravelling the Brutal Backstory Behind Africa’s Emerging Megacities."

Nas últimas duas décadas, a narrativa africana mudou fenomenalmente. A história extensa, em grande parte tecida em torno dos estereótipos da pobreza, doenças e de guerras civis sangrentas, foi substituída por uma que celebrava o crescimento econômico sem precedentes do continente e uma relativa estabilidade política. Esta nova narrativa é também sobre os arranha-céus brilhantes da África, os enormes shoppings e as cidades ambiciosas "inteligentes" sendo projetadas e construídas a partir do zero: Ebene Cyber City em Mauritius; Konza Technology City no Quênia; Safari City na Tanzânia; Le Cite du Fleuve na República Democrática do Congo; Eko Atlantic na Nigéria; Appolonia City em Gana, entre outras.

Atualmente, há pelo menos vinte dessas novas cidades em construção no continente e cerca de duas vezes esse número em obras. Esses empreendimentos alteraram permanentemente a perspectiva urbana do continente, e ofereceram algo diferente da mistura de pastiches da arquitetura colonial que já era conhecida. Como arquiteto, inicialmente fiquei entusiasmado com a qualidade de algumas arquiteturas, embora eu deva admitir que essas novas cidades são estranhas cópias idênticas de desenvolvimentos na China, Cingapura e até mesmo nos Emirados Árabes Unidos, e que eles são, em grande parte, privados de qualquer conexão cultural com a África.