Na arquitetura, estamos tão envolvidos na criação de coisas novas que muitas vezes esquecemos o que acontece no final do ciclo de vida de um edifício - a infeliz e inevitável demolição. Podemos querer que nossos prédios sejam atemporais e vivam para sempre, mas a dura realidade é que eles não são. Então, para onde espera-se que todo o lixo vá?
Há algumas semanas publicamos um artigo sobre uma nova crise da sustentabilidade, que normalmente não nos damos conta. A indústria da construção civil vem consumindo uma quantidade exorbitante de areia, e aos poucos ela vem acabando. Utilizada para a fabricação de concreto, vidros, entre outros materiais, esse é um dado preocupante para o futuro. Além disso, já é sabido que a construção civil é um dos maiores produtores de resíduos sólidos no mundo. Somente no Brasil, cuja área ainda é bastante rudimentar e pouco industrializada, o campo representa cerca de 50% a 70% do total de resíduos sólidos produzidos, tratando-se de um enorme problema público. Mas como mudar esse panorama, se a maioria dos materiais que utilizamos não são renováveis e, portanto, são finitos?
Essa pergunta pode ser básica e você seguramente conhece a resposta. Mas nunca é demais recordar alguns cálculos elementares que nos ajudam a acelerar o processo de projeto.
Espaços pequenos e funções essenciais. Como incorporar a cozinha - da melhor maneira possível - quando os metros quadrados são limitados? Analisamos nossos projetos publicados para selecionar 7 residências nas quais seus arquitetos resolveram de forma inteligente essa questão, usando operações inventivas e configurações inovadoras.
Essas propostas alcançam o objetivo de parecer maiores do que realmente são quando anexadas a espaços vizinhos, como salas de estar, salas de jantar ou outros. Em si, são cozinhas que ocupam espaços muito pequenos e que se afastam da cozinha tradicional que normalmente ocupa uma sala independente e exclusiva.
Unindo a inteligência material da mão de obra vernacular com a precisão e flexibilidade proporcionadas pelas novas tecnologias de fabricação e design digital, o Laboratório de Fabricação de Robótica da Escola de Arquitetura da HKU desenvolveu o "Pavilhão de Informação Cerâmica" (CeramicINformation Pavilion), com o objetivo de encontrar níveis adequados de automação para serem utilizados em favor das economias emergentes e em transição.
Conchas acústicas são elementos icônicos em alguns espaços públicos do Brasil e do mundo. Mas além de uma forma curiosa, seu funcionamento é altamente interessante. Inspirando-se no desenho do ouvido humano, as ondas sonoras produzidas dentro delas são organizadas através de sua forma, tornando-se mais vívidas e fortes para o público à sua frente.
BIM (Building Information Modeling) é uma metologia que permite criar simulações digitais, manejando coordenadamente toda a informação de um projeto de arquitetura.
O projeto que recebeu o primeiro prêmio no The Freeform Home Design Challenge em 2016 está se aproximando um pouco mais para se tornar realidade. Desde que ganhou o concurso, o escritório de Chicago, WATG, vem desenvolvendo o projeto, denominado Curve Appeal, junto a Branch Technology. Curve Appeal está passando pela "fase de teste, pesquisa e desenvolvimento" com o objetivo antecipado de iniciar a construção ainda este ano. Este projeto revolucionário poderá mudar a forma como construímos estruturas complexas e de formas orgânicas.
Ao conhecer e analisar as múltiplas possibilidades construtivas e arquitetônicas do bambu, é natural que surjam as seguintes perguntas: Como aproveitar suas qualidades e potencializar seu uso em climas mais frios, que requerem necessariamente uma espessura que possibilite o isolamento de paredes, pisos e coberturas? O que ocorre se mesclarmos com materiais que complementares?
Pesquisadores de materiais do Block Research Group da ETH Zurich, juntamente com os arquitetos do supermanoeuvre, divulgaram um protótipo para um sistema de cobertura sinuosa ultra-fina de concreto, com uma espessura média de apenas 5 centímetros. Usando tecnologias de projeto e fabricação digitais, a equipe pôde calcular e construir uma estrutura de casca autoportante usando o material mínimo necessário. Isso foi facilitado através do uso de um novo sistema de concretagem consistindo em uma rede de cabos de aço e um tecido de polímero tensionado em uma estrutura de andaime reutilizável.
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Thermoslate®. Image Cortesía de Cupa Pizarras
Na hora de aumentar a eficiência energética de um projeto, a maior parte dos arquitetos se vêem na necessidade ou na tentação de incorporar painéis solares, muitas vezes evitando-os por razões estéticas.
Arquitetos são aficionados por detalhes construtivos. É por isso que as fotos desta semana são dedicadas exclusivamente à arte do encontro entre materiais e a diversidade de composições fotográficas que se pode obter a partir deste enfoque particular. Nesta ocasião, fotógrafos como Joel Filipe, Marie-Françoise Plissart e Adria Goula nos apresentam junções de madeira, aço, concreto, ladrilhos e tijolos em diferentes combinações e encaixes.
Na ocasião para o evento Concéntrico 03, os arquitetos Manuel Bouzas Cavada, Manuel Bouzas Barcala e Clara Álvarez García projetaram um pavilhão de exposições na Plaza Escuelas Trevijano,com o intuito de 'tornar transparente o opaco e leve o pesado'.
https://www.archdaily.com.br/pt/875692/pavilhao-auto-portante-de-chapas-de-madeira-inspira-se-nos-origamisPola Mora
Como parte de um masterplan ao longo do Rio Chicago, a Torre Beech River é um arranha-céu residencial que, se construído, será a mais alta construção de madeira existente. A equipe por trás do projeto consiste do escritório de arquitetura Perkins + Will, engenheiros da Thornton Tomasetti e a Universidade de Cambridge. Atualmente um empreendimento conceitual acadêmico e profissional, a equipe pontua que ele poderia ser realizado potencialmente nas fases finais de implantação do masterplan.
Em escritórios de arquitetura os tubos de papelão usados para guardar grandes rolos de papel parecem se multiplicar a uma taxa alarmante, ocupando cada canto até atingir o teto. A equipe de Boston do escritório Perkins + Willinventou uma solução simples para conter a proliferação dos tubos de papelão na forma de uma divisória que se comporta simultaneamente como barreira sonora e visual, além de servir como espaço de armazenamento. Composta por dúzias de tubos de papelão reciclados encaixados em uma estrutura de compensado de madeira, a "parede" oferece espaços para guardar desenhos, serve de proteção contra a incidência solar e constitui um elemento lúdico que se insere bem no ambiente de trabalho.