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Arquitetos: MoVe arquitectura
- Área: 380 m²
- Ano: 2023
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Fabricantes: El anticuario Ladrillera, Urreta Arquitectura del paisaje


Caracterizada por sua ampla variedade de paisagens, biodiversidade e pisos térmicos, a Colômbia vê o desenho de pátios internos em suas residências acompanhar as áreas de estar, descanso, acesso e circulação. Em muitos casos, esses elementos se tornam protagonistas, servindo como a principal fonte de contato com a natureza local.


Os limites entre o exterior e o interior das casas localizadas em climas frios são geralmente sólidos e definitivos, permitindo que os espaços residenciais possam ser encerrados quando as intempéries impedirem o conforto ambiental. Este não é o caso das casas localizadas em países como a Colômbia, por exemplo, onde as temperaturas em geral transitam acima da média adequada ao conforto térmico.

O Museu Casa de la Memoria está localizado no distrito de Boston em Medellín e foi desenvolvido em comemoração aos 200 anos de independência da Colômbia. Liderado por Juan David Botero, como coordenador da equipe de design, o projeto foi concebido desde o início como um edifício reconhecível para a comunidade e visitantes, assumindo sua forma plástica de habitações de duas águas tradicionais. "É um museu para vítimas de violência e, como tal, tivemos que torná-lo um espaço para tudo; uma casa, a casa onde a memória ganha vida", diz Botero.
O equipamento cultural de 3.800 m² inclui salas de exposições, oficinas, arquivos, escritórios e um auditório. Sua envoltória funciona como uma pele dobrada, incorporando uma câmara de ar que absorve o ar frio, o injeta pela fachada e o expele como ar quente na parte superior. Este efeito chaminé permite controlar os 30ºC de temperatura, típica da região no verão, garantindo uma temperatura interna estável e confortável. Vamos revisar em detalhes essa solução térmica e acústica.

O júri da XXVI Bienal Colombiana de Arquitetura e Urbanismo apresentou a lista de projetos e publicações selecionados para a próxima edição do encontro, que será realizada este ano novamente em Cartagena.
Divididos em 8 categorias, os 283 projetos recebidos foram avaliados por um júri internacional integrado por Iñaqui Carnicero (Espanha), Alejandro Beals (Chile) e Fabián Farfán (Bolívia), juntamente com os/as arquitetos/as locais Germán Fonseca, Julián Rincón, Sara Giraldo e Diego Aguilera.
Os 108 projetos finalistas da próxima bienal colombiana são:

Em 2013, Medellín, na Colômbia, foi considerada a cidade mais inovadora do mundo no concurso City of the Year, organizado pelo The Wall Street Journal, competindo com cidades do nível de Nova Iorque e Tel Aviv.
Embora possa parecer improvável, este prêmio não é tão estranho: nos últimos anos, a cidade se converteu em um dos epicentros tecnológicos e intelectuais de maior influência da Colômbia, sem mencionar o importante desenvolvimento urbano que a cidade vem vivendo desde 2010. As infraestruturas integradas à mobilidade, juntamente com intervenções de alto impacto social, converteram Medellín no centro de debate sobre o crescimento e desenvolvimento das cidades latino-americanas.
Nessa seleção de obras de arquitetura, contamos um pouco da história de uma cidade que apostou na consolidação urbana através de espaços públicos de qualidade e projetos que fomentaram a gestão cidadã apoiando o desenvolvimento de zonas marginais em um processo de reconstrução social em que a arquitetura desempenhou um papel importante como ferramenta de formulação espacial.

No dia 16 de março, em Singapura, foi concedido à cidade de Medellín (Colômbia) o Lee Kuan Yew World City Prize, prêmio internacional mais importante de urbanismo e desenvolvimento do mundo, cujas edições anteriores premiaram cidades como Bilbao (Espanha, 2010), Nova Iorque (Estados Unidos, 2012) e Suzhou (China, 2014), ano em que Medellín recebeu uma menção especial.
Neste ano, Medellín competiu com outras 38 cidades, das quais receberam menção honrosa Auckland (Nova Zelândia), Toronto (Canadá), Viena (Áustria) e Sidney (Austrália).
O Lee Kuan Yew World City Prize bienal internacional recebe seu nome do primeiro ministro de Singapura que nos anos 1960 contribuiu notavelmente para transformação da cidade, que passou rapidamente de uma colônia subdesenvolvida a uma cidade de nível mundial.