Arquitetura interespécies

Temas do ArchDaily

Uma seleção de artigos, entrevistas e ensaios que exploram a vida dos materiais, alianças ecológicas e a ação da natureza.

A arquitetura já foi inteiramente humana? Beatriz Colomina e Mark Wigley sobre a natureza microbiana da arquitetura

A arquitetura já foi inteiramente humana? Beatriz Colomina e Mark Wigley sobre a natureza microbiana da arquitetura

A arquitetura é, há muito tempo, entendida como uma disciplina criada por seres humanos e para seres humanos. No entanto, em We the Bacteria: Notes Toward Biotic Architecture, Beatriz Colomina e Mark Wigley desafiam essa premissa, argumentando que "os micróbios inventaram a arquitetura". A partir desse ponto de vista, desdobra-se uma história alternativa da arquitetura que desvia o foco do excepcionalismo humano em direção aos microrganismos que moldaram a vida, os ambientes e o mundo construído ao longo de bilhões de anos.

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Aqui nós pertencemos: “Arquitetura” na Cosmovisão dos Povos Originários da América Latina

Aqui nós pertencemos: “Arquitetura” na Cosmovisão dos Povos Originários da América Latina

Se engana quem imagina encontrar nas palavras que seguem um discurso sobre materialidade, técnicas construtivas sustentáveis, modos de talhar a madeira ou formas de trançar a palha. Este artigo se propõe justamente a deslocar o olhar para além dos aspectos que, com frequência, definem o debate sobre a cultura dos povos originários quando o assunto é "arquitetura".

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Políticas do bambu: da prática vernacular à infraestrutura temporal

Políticas do bambu: da prática vernacular à infraestrutura temporal

O bambu é frequentemente elogiado antes mesmo de ser compreendido. De crescimento rápido, ele carrega uma longa história de culturas construtivas e parece oferecer à arquitetura uma linguagem ecológica imediata. Em fotografias, sua lógica parece quase autoexplicativa: leve, natural, renovável e já alinhado a um futuro mais sustentável. No entanto, essa aparente clareza é justamente o que torna o bambu difícil de discutir com precisão. Uma vez transformado em símbolo de responsabilidade ambiental, o material em si corre o risco de desaparecer por trás da imagem que projeta.

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Projetando para galinhas: repensando a forma como humanos e animais compartilham o espaço

Projetando para galinhas: repensando a forma como humanos e animais compartilham o espaço

Durante séculos, as galinhas viveram ao lado das pessoas em assentamentos de todas as escalas, desde fazendas rurais e vilarejos até bairros urbanos densos. Em grande parte do mundo, a criação de galinhas faz parte da vida cotidiana, fornecendo ovos e carne para residentes, ou o controle de pragas para as terras agrícolas do entorno. As estruturas construídas para abrigar galinhas variavam de acordo com os materiais locais, o clima e as práticas culturais, no entanto, compartilhavam um propósito comum: criar um espaço onde galinhas e seres humanos pudessem coexistir. O galinheiro não é uma nova tipologia arquitetônica, tampouco uma resposta contemporânea à vida urbana. Trata-se, na verdade, de uma forma que se adaptou continuamente às mudanças nas condições sociais, ambientais e espaciais.

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A arquitetura do mofo: o que os edifícios não podem controlar

A arquitetura do mofo: o que os edifícios não podem controlar

A arquitetura contemporânea aprendeu a celebrar a matéria viva. Painéis de micélio, sistemas de algas, paredes vivas — a vida agora é bem-vinda nos edifícios, sob a ótica da inovação. No entanto, a mesma disciplina que celebra esses organismos trata o mofo como contaminação. Ambos são biológicos. Ambos respondem à umidade, à temperatura e às condições dos materiais. A diferença não é científica; diz respeito a quais formas de vida a arquitetura está disposta a aceitar e quais prefere eliminar.

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Arquitetura inspirada em aves: Fundação Cosmos e os parques de áreas úmidas do Chile

Arquitetura inspirada em aves: Fundação Cosmos e os parques de áreas úmidas do Chile

Como o projeto de arquitetura pode se tornar uma ferramenta ativa de conservação? Ao considerar a natureza como uma fonte inesgotável de inspiração, uma conexão harmoniosa com ela contextualiza as inúmeras inter-relações existentes entre seres humanos, organismos vivos e ciclos naturais. Projetar com a paisagem significa aprender a coexistir com suas dinâmicas temporais sem tentar controlar seus processos. Tradições, ecologia e o passado e o presente de um lugar contribuem para criar espaços que interpretam suas comunidades. A arquitetura paisagística pode se inspirar em aves, plantas e outros elementos naturais para moldar a complexa e dinâmica rede de ecossistemas e atividades humanas que compõem o meio ambiente.

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