Uma das cidades mais famosas do mundo - e a mais populosas dos Estados Unidos -, Nova Iorque apresenta uma grande mistura de culturas e história que foram moldadas ao longo dos séculos, com a arte e a arquitetura desempenhando um papel fundamental neste desenvolvimento.
Com a crescente abertura de arquivos digitais e a disseminação de recursos virtuais, iniciativas visando a formação (cursos, treinamentos, tutoriais) e o lazer (documentários, livros digitais, visitas virtuais) online vêm ganhando grande destaque. Na última década, o Google Street View tem sido uma ferramenta muito prática para percorrer cidades e regiões metropolitanas de todo o mundo, no entanto, mais recentemente, os avanços tecnológicos e a colaboração do usuário na coleta de dados e informações têm contribuído para a evolução dos registros, levando as câmeras para os interiores de alguns edifícios icônicos.
Ao contrário do que podemos acreditar, a perda de audição nem sempre é congênita. Mais cedo ou mais tarde isso pode acontecer com todos nós. Segundo a OMS, quase um terço das pessoas com mais de 65 anos sofrem de perda auditiva incapacitante. A perda auditiva é mais uma "diferença" do que uma "deficiência". Embora as demandas espaciais das pessoas com impedimentos auditivos não sejam tão marcadas como espaços para cegos ou para aqueles com mobilidade reduzida, a redução da capacidade auditiva implica uma maneira específica de experenciar o ambiente. É possível aprimorar essa experiência através do projeto de interiores?
Com empreendimentos residenciais oferecendo células habitacionais cada vez menores, aumenta o desafio de arquitetos e designers de interiroes no desenvolvimento de soluções compactas e multifuncionais aos projetos de interiores. Por esta perspectiva, é cada vez mais comum que profissionais debrucem sobre suas pranchetas na criação de soluções criativas de marcenarias e mobiliários multifuncionais que permitam que o espaço transforme-se completamente em poucos segundos, tais como armários e estantes estratégicas no suprimento da falta de espaços de armazenamento; móveis deslizantes sobre trilhos ou roldanas; armários que transformam-se em camas através de rotação vertical; gavetas em degaus de escadas; entre outros.
O pensamento arquitetônico em relação às obras com programas de infraestrutura, tendem, em geral, a balizar sua reflexão nas questões relativas à implantação, organização de fluxos, dinamização e boa articulação de seu uso, uma vez que costumam ser projetos ligados a um grande contingente de usuários e múltiplos usos simultâneos. Embora a grande escala seja certamente um norte inevitável para esse tipo de programa, em alguns casos, pensar em formas de ambientar as áreas internas destas construções é uma demanda tão importante quanto, sobretudo em casos como os dos aeroportos, locais onde a espera e a pausa são atividades contínuas e impostas a praticamente todos os usuários.
Ao projetar um espaço residencial, seja através de uma nova construção ou da reforma de um espaço existente, uma casa, um refúgio ou um apartamento, certamente o espaço da cozinha pode ser o mais complexo, uma vez que carece de uma série de mobiliários com funções específicas, eletrodomésticos, pontos de elétrica e hidráulica, e sobretudo, diferentes manobras e tarefas que serão realizadas e que devem ser consideradas.
Nos momentos em que as pessoas passam mais e mais tempo dentro de suas casas, escritórios e outros espaços fechados, é importante garantir que estamos oferecendo ambientes seguros e saudáveis, especialmente em interiores projetados para crianças e idosos. Existe um composto químico que ganhou popularidade nos últimos anos, pois está presente em vários materiais que moldam os espaços em que habitamos, influenciando diretamente a qualidade do ar que respiramos: o formaldeído.
A preocupação de criar ambientes acusticamente confortáveis não é apenas um requisito para salas de concerto e estúdios de gravação. Os níveis de ruído causados por diferentes atividades podem ser irritantes, ainda mais se isso ocorrer em nosso local de descanso, o que pode até ser prejudicial à saúde.
Em períodos de pandemias, como a que enfrentamos agora com o COVID-19, a quarentena é uma medida fundamental para conter os riscos à população e não sobrecarregar o sistema de saúde. Nestes momentos de reclusão, são comuns a revisão de hábitos e os questionamentos sobre o modelo de vida que levamos. Como arquitetos, um dos desafios da profissão é projetar locais que satisfaçam as necessidades básicas comuns a todos, mas também as especificidades de cada indivíduo, de forma que as residências deem conta de abarcar o necessário para a vida cotidiana durante tempo indeterminado.
Em 2018, a ONU divulgou um artigo afirmando que 55% da população mundial já vivia em áreas urbanas, prevendo que em 2050 esse percentual chegará a 68%. Essa tendência à maior urbanização traz consigo várias implicações em relação à degradação ambiental e à desigualdade social. De acordo com a National Geographic, o crescimento urbano aumenta a poluição do ar, põe em perigo as populações de animais, promove a perda de cobertura urbana de árvores e aumenta a probabilidade de catástrofes ambientais, como inundações repentinas. Esses riscos à saúde e fenômenos catastróficos podem ter maior probabilidade de afetar as populações mais pobres, pois as cidades maiores geralmente demonstram taxas mais altas de desigualdade econômica e o crescimento descontrolado tende a produzir distribuições desiguais de espaço, serviços e oportunidades.
Para mitigar esses efeitos negativos da urbanização, arquitetos vêm priorizando cada vez mais a sustentabilidade e a maximização do espaço disponível - permitindo que mais pessoas ocupem menos espaço com uma área menor.
https://www.archdaily.com.br/pt/935964/o-que-esperar-dos-interiores-do-futuroLilly Cao
O design de interiores é um elemento fundamental do projeto de arquitetura, especialmente relevante quando arquitetos e designers são capazes de construir uma atmosfera própria capaz de aprazer os nossos sentidos. Você já se perguntou por que existem espaços que nos agradam e nos convidam a ficar por horas e outros que instantaneamente nos fazem querer ir embora? Essas sensações são uma consequência de como manipulamos certos elementos e parâmetros espaciais que inevitavelmente afetam a maneira como nos relacionamos com o espaço.
O período compreendido pelo século XX foi palco de mudanças que vão desde o surgimento e consolidação da arquitetura moderna à difusão de críticas e teorias ao movimento tão diversas quanto a produção arquitetônica do mesmo período. A expressão e experimentação de arquitetos refletiram em interiores que hoje consideramos “clássicos”, devido à relevância que tiveram para o debate e produção das décadas seguintes.
Com o objetivo de criar experiências ambientais imersivas em espaços interiores, o estúdio de design Aqua Creations desenvolveu o Manta Ray Light, uma instalação de iluminação construída com a tecnologia LED RGB responsiva que mistura as cores vermelho (Red), verde (Green) e azul (Blue) para gerar mais de 16 milhões de tons de luz. Ao predefinir seu espectro de cores, diminuir o brilho em uma escala de 0,1 a 100% e até carregar imagens e vídeos em sua memória interna, o sistema permite adicionar cor e movimento a espaços expressivos ou proporcionar uma sensação de calor e foco nos espaços íntimos e privados.
Muitas pessoas sonham em um dia tirar a sorte grande, e qual o melhor lugar para fazê-lo se não em um casino estrelado? Embora estes luxuosos complexos pareçam ser um mundo à parte, os convidados mal se dão conta de tudo aquilo que se esconde por trás das cortinas e por baixo dos tapetes de uma sala de apostas. Os modernos cassinos de hoje em dia estão se transformando em estruturas cada vez mais inteligentes e capazes de induzir as mais diversas sensações e impulsos em seus clientes. A tecnologia se extende muito além da simples programação das máquinas caça-níqueis e da previsão das probabilidades de cada mesa. Uma luz se acende, a roleta gira, bimgo! Tudo aqui é meticulosamente planejado para fazer com que você se sinta especial, que você se sinta confiante e que coloque a mão no bolso sem pensar duas vezes. Dizem que a casa sempre ganha, que é impossível virar o jogo e que nada acontece por acaso. Qual o papel da arquitetura nesta lógica do azar, e como a configuração do espaço e seus mecanismos podem ser capazes de induzir determinados comportamentos?
Um bom projeto de interiores começa com o mapeamento das demandas específicas de seus possíveis usuários. Conscientes das necessidades físicas, psicológicas e emocionais das pessoas, os projetistas buscam desenvolver soluções espaciais específicas que possam impactar positivamente na vida destas pessoas, promovendo qualidade de vida, segurança e bem-estar. Uma das principais tendências no design de interiores contemporâneo é a biofilia, uma abordagem holística que surge da observação e incorporação da natureza ao design.
Os espaços internos de museus, por meio de exposições, constroem narrativas que atribuem lógica e sentido (em outros contextos talvez não existentes) aos objetos expostos. Isto é, os recursos utilizados em uma mostra são capazes de conferir significados à medida em que são estabelecidas as conexões não só entre as peças expostas, mas também entre o projeto expográfico e a obra de arte.
O recente sucesso de Parasita, premiado filme do cineasta coreano Bong Joon Ho, trouxe para o foco da crítica de cinema a relevância da arquitetura e dos espaços interiores. Como poucos filmes conseguem fazer, a obra-prima de Ho borrou os limites entre os dois campos disciplinares a ponto de podermos afirmar, sem exageros, que a arquitetura não está lá apenas como cenário, mas assume papel de protagonista em muitas cenas.
Fachada da Villa Müller mostrando as janelas em diferentes alturas: consequência das diferenças internas de nível e pé-direito. Imagem de euphrosyne_3.14. Via Instagram
Entre 1928 e 1930, na cidade de Praga, capital da então Tchecoslováquia, Adolf Loos, com colaboração de Karel Lhota, projetou uma de suas mais influentes obras: a Villa Müller. A casa se tornou não só um marco na trajetória de Loos e na história da arquitetura, mas também um símbolo da expressão do Raumplan, caracterizado por Loos como uma sequência de espaços que, em diferentes níveis e variados pés-direitos, se relacionam e interagem uns com os outros.