Ao longo da história da arquitetura, a madeira tem sido um elemento fundamental na evolução do projeto e da construção de edifícios. Desde as antigas estruturas de madeira do Japão até as catedrais europeias medievais, a capacidade estrutural e o apelo estético da madeira deixaram uma marca indelével na civilização humana. Somente na Revolução Industrial é que ocorreu uma mudança significativa em direção aos materiais de construção alternativos, como aço e concreto, relegando o material a um papel secundário na construção. No entanto, à medida que os arquitetos contemporâneos enfrentam as consequências das alterações climáticas, a madeira tem registado um regresso notável, oferecendo uma alternativa ecológica e estruturalmente robusta. Empresas de renome internacional estão centrando seus projetos no potencial da madeira, abraçando a sua rica história e, ao mesmo tempo, aproveitando tecnologias avançadas para criar estruturas inspiradoras e sustentáveis que representam uma mistura harmoniosa de sabedoria histórica e inovação moderna.
Atualmente, a indústria da arquitetura não pode ignorar quão significativo se tornou o desafio da sustentabilidade. Uma das estratégias para alcançar o desenvolvimento sustentável é a economia circular, fundamentada em um ciclo de vida sustentável. Sob a perspectiva do projeto, essa abordagem minimiza o uso de recursos e prolonga a vida útil das edificações. Além disso, outro desafio consiste em aumentar a usabilidade do próprio edifício, somando-se à forma como incorporamos a desmontagem da estrutura ao ciclo. Isso exige que os/as projetistas levem o futuro em consideração ao tomar decisões de projeto, integrando as demandas do presente com os desdobramentos potenciais daquilo que ainda não aconteceu.
O design de interiores tem se tornado cada vez mais um tema de interesse entre arquitetos/as e designers. Com o aumento do tempo passado em ambientes internos recentemente, os/as profissionais têm experimentado com seus espaços e explorando diferentes abordagens de escala, conforto e estética. Como tudo o mais, o design é altamente influenciado por fatores externos; qualquer mudança no estilo de vida das pessoas influencia a forma como elas respondem a ele, seja consciente ou inconscientemente. E embora essa dinâmica seja frequentemente vista na moda ou no design gráfico, ela também tem se destacado no design de interiores. Após anos de espaços lineares, de linhas retas e refinados, as silhuetas curvas ressurgiram, tornando-se uma das principais tendências de design de interiores em todo o mundo.
As cozinhas como conhecemos hoje têm como principal característica a funcionalidade e para isso seu espaço foi historicamente organizado a partir de uma lógica industrial. O desenvolvimento de eletrodomésticos e a definição precisa do layout garantem uma planta funcional e a otimização dos trabalhos na cozinha. Como parte desse layout encontramos as bancadas de trabalho, superfícies horizontais a meia altura que têm múltiplos usos e, portanto, muitas configurações possíveis.
Nanjing Green Light House. Imagem cortesia de Archiland International
A mitigação das mudanças climáticas tornou-se uma questão prioritária, com o setor da arquitetura e da construção sendo responsável por 38% das emissões globais de CO2 relacionadas ao uso de energia. Em dezembro de 2015, o Acordo de Paris propôs limitar o aquecimento global a menos de 2 °C acima dos níveis pré-industriais, com esforços para não ultrapassar 1,5 °C. Para atingir a meta do Acordo de Paris, o setor deve alcançar emissões líquidas zero de carbono até 2050.
Durante a 75ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em 22 de setembro de 2020, a China declarou o compromisso de atingir o pico das emissões de dióxido de carbono antes de 2030 e alcançar a neutralidade de carbono até 2060. O país definiu sua meta de neutralidade de carbono e suas estratégias de execução com o objetivo de enfrentar as preocupações climáticas e ambientais globais de maneira eficaz.