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Arquitetos: Inches Geleta Architetti
- Área: 563 m²
- Ano: 2021
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Fabricantes: Schenker Storen, Gamboni Shop, Pirmin Murer Falegnameria




Como podemos nos transportar para ambientes naturais quando estamos em contextos totalmente urbanos? A materialidade dos espaços é um dos fatores que determina a atmosfera que habitamos. Nesse sentido, a incorporação de materiais naturais na arquitetura de interiores pode contribuir para introduzir texturas, cores e qualidades próprias da natureza em nossos espaços cotidianos. Neste artigo, exploramos especificamente o uso da cortiça como recurso no design de interiores e as diferentes formas pelas quais ela pode transformar a experiência de um espaço. A cortiça é a casca do sobreiro, uma espécie arbórea que, ao ser extraída sem danificar a árvore, pode ser transformada em um material apto para múltiplas aplicações na arquitetura e no design.






Em Her, filme de 2013 dirigido por Spike Jonze, um solitário escritor desenvolve uma relação de amor com a assistente virtual de um sistema operacional. Admirável Mundo Novo, livro escrito em 1932 pelo inglês Aldous Huxley, fala de uma sociedade cujo culto à eficiência, racionalização e à máquina desencadeou uma humanidade que desconhece o esforço e a dor, mas também reprime o amor e a liberdade. Já em Frankenstein, livro de 1823, considerado o primeiro romance de ficção científica, uma vida é criada artificialmente, produzindo um monstro com características humanas: vontades, desejos e medos. Seja, respectivamente, em relação ao receio com a inteligência artificial, as incertezas com a industrialização ou os limites da ciência, obras de ficção científica nos revelam muito mais que apostas certeiras do futuro – no tempo em que foram criadas, falam sobre os temores e anseios da época.
Quando exploramos as visões urbanas do passado sobre o futuro, é comum encontrarmos exemplos exagerados e até engraçados. Acerca das promessas da arquitetura e, consequentemente, das nossas cidades, também não é tarefa fácil apontar caminhos com clareza. Observando as tendências no campo e usando toda a nossa imaginação, será que podemos afirmar como as cidades se parecerão em dezenas ou centenas de anos? Seus materiais, sua aparência, a maneira de construir e pensar? Este futuro será mais minimalista e impoluto ou mais orgânico e complexo? Como as novas tecnologias e materiais de construção afetarão a forma, a estética e a prosperidade das cidades de amanhã?


Em nossos tempos modernos, a cultura obcecada pela imagem nos faz consumir uma grande quantidade de arquitetura através de fotografias, ao invés de experiências físicas e espaciais. As vantagens da fotografia de arquitetura são muitas: permitem que as pessoas obtenham uma compreensão visual de edifícios que talvez nunca tenham a oportunidade de visitar, criando um recurso valioso que permite expandir nosso vocabulário arquitetônico. No entanto, devemos permanecer críticos em relação às desvantagens da fotografia quando se trata de arquitetura. Jeremy Till, autor de "Architecture Depends,” (Arquitetura Depende, ainda sem versão em português) resume isto no capítulo "Out of Time" (Fora do tempo): "A fotografia permite que esqueçamos o que veio antes (o sofrimento do trabalho prolongado para cumprir com a entrega de um edifício completamente formado) e o que está por vir depois (as intempéries do tempo, sujeira, usuários, reformas). Ela congela o tempo. A fotografia de arquitetura 'eleva o edifício para fora do tempo' e proporciona um consolo para os arquitetos que podem sonhar por um momento que a arquitetura é um poder estável existente por sobre as marés do tempo".

Situados nos picos rochosos de Ticino estão os históricos castelos medievais de Bellinzona: Montebello, Sasso Corbaro e Castelgrande. Embora os três e suas fortificações tenham integrado a lista do Patrimônio Mundial da UNESCO, não são apenas as antigas muralhas que deixam os visitantes encantados, mas também os portões que levam a elas.
Eu sua mais recente série de imagens, o fotógrafo de arquitetura Simone Bossi registrou apenas a entrada de um dos castelos, mostrando como o diálogo entre as formas orgânicas da natureza e as paredes refinadas moldadas pelo homem pode ser tão majestoso quanto a própria fortaleza histórica.

Nos últimos anos, temos publicado muitos artigos sobre madeira. Desde abordar as tendências no seu uso, as possibilidades com madeira bruta, painéis, curvas, acabamentos, até suas inovações em estruturas de edifícios altos ou seu comportamento ao fogo, o assunto sempre gera bastante repercussão. Mais especificamente, as estruturas de Madeira Laminada Cruzada (CLT) têm despontado como altamente eficientes estruturalmente, além de apresentarem outros benefícios térmicos, sísmicos e mesmo sensoriais aos ocupantes, sendo apontado por especialistas como o concreto do futuro. Mas ao postarmos os artigos nas redes sociais, sempre nos deparamos com comentários dos nossos leitores preocupados sobre o impacto no corte das árvores para todos estes usos. Ao mesmo tempo que apostamos na madeira como um grande material de construção do futuro, nos indagamos: será que é possível continuar usando madeira e chamá-la de sustentável?