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Arquitetos: Capote Marcondes Longo Arquitetura e Urbanismo
- Área: 10600 m²
- Ano: 2023
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Fabricantes: Hunter Douglas, ACE Pisos e Revestimentos Corporativos, Celite, Colormix, Cozil, +6


A cada ano, a equipe de Curadoria de Projetos do ArchDaily rememora a vasta gama de obras publicadas ao longo desse período, apresentando retrospectivas que permitem não apenas identificar tendências e variações na produção arquitetônica, mas também reconhecer de que forma impactam a nossa audiência. No ArchDaily Brasil, a seleção anual de melhores casas – que ano após ano, segue permanecendo como nossa categoria de projeto mais popular – representa uma amostra das variadas soluções, estratégias, técnicas e materiais encontrados na arquitetura residencial dos países de língua portuguesa.
Generative AI (Gemini / Google DeepMind). Concept: Eduardo Souza / ArchDaily
O termo "pré-fabricado" pode evocar imagens de construções padronizadas e sem variação, lembrando a arquitetura utilitária e repetitiva do período pós-guerra, onde a urgência por habitação rápida e econômica levou à criação de unidades uniformes e, muitas vezes, monótonas. No entanto, a realidade contemporânea é bem diferente. Com o avanço das tecnologias e métodos de construção, a pré-fabricação evoluiu para se tornar sinônimo de inovação, adaptabilidade e design personalizado. Hoje, essa técnica permite a criação de espaços multifuncionais e flexíveis, que respondem não apenas às necessidades práticas, mas também às demandas estéticas e sustentáveis da arquitetura moderna, com integração de materiais de ponta e com a inclusão de novas tecnologias, atendendo às demandas contemporâneas por personalização e adaptabilidade.



Marcelo Rosenbaum fala com vivacidade e empolgação, refletindo sua inegável paixão pelo que faz. Sua abordagem à arquitetura é marcada por uma postura proativa, levando-o a viajar aos interiores mais remotos do Brasil, muitas vezes voluntariamente. Lá, ele escuta atentamente as demandas locais e busca desenvolver projetos que vão além de simples edificações, tornando-se instrumentos de transformação para a realidade local. Um de seus projetos mais conhecidos fica no Tocantins, o Moradias Infantis na Fazenda Canuanã, feito em parceria com o escritório Aleph Zero, que rodou o mundo e conquistou premiações. No último dia 20 de junho, ele encerrou a programação da Convenção Nacional AsBEA 2024, cujo tema foi "Raízes Sustentáveis", realizada em Florianópolis. Tivemos a oportunidade de conversar com ele sobre sua trajetória profissional e alguns de seus trabalhos recentes:

“Em diversas regiões do planeta, a natureza impõe condições adversas ao corpo humano. Nesses locais, projetar um edifício é quase como criar uma vestimenta: um artefato que protege e oferece conforto. Esse desafio exige um desempenho tecnológico que deve estar aliado à estética. Fazer o ser humano sentir-se bem envolve mais do que apenas atender às noções de conforto e segurança; é também uma questão de trabalhar os espaços em suas dimensões simbólicas e perceptivas.” Este é o início da descrição para o projeto da Estação Antártica Comandante Ferraz, do Estúdio 41, localizada na Península Keller, onde o mar ao redor congela por cerca de seis a sete meses do ano, em que tudo e todos chegam por avião ou navio e a loja de ferragens mais próxima está a dias de distância. Se projetar uma edificação já apresenta inúmeras complexidades, não é difícil imaginar os desafios adicionais ao desenvolver algo em um ambiente extremo, como temperaturas muito altas ou baixas, ou em locais suscetíveis à corrosão, radiação, entre outros. Neste artigo, vamos explorar as dificuldades, as principais soluções e os materiais utilizados nesses contextos.

Felipe Savassi se destaca como um misto de projetista e comunicador no cenário da arquitetura brasileira. Ele divide sua paixão por arquitetura e sua visão empreendedora com seus milhares de alunos e seguidores nas redes sociais, com um conteúdo que busca impulsionar uma abordagem centrada na promoção da construção industrializada e modular. Graduado em Arquitetura e Urbanismo pelo Instituto Isabela Hendrix em Belo Horizonte, sua atuação profissional é sustentada por quatro pilares essenciais: concepção e execução de projetos arquitetônicos, educação, mentorias e consultorias, além de um forte engajamento na comunicação e divulgação de conteúdo.




A equipe de curadores do ArchDaily se esforça diariamente para apresentar aos nossos leitores os projetos mais significativos, inspiradores e inovadores a fim de expandir o conhecimento e repertório de estudantes, arquitetos e arquitetas do mundo todo. De pequenas reformas até projetos criados do zero, a arquitetura residencial está presente no cotidiano da maioria dos escritórios e, ano após ano, podemos observar o interesse que a tipologia desperta no público: a categoria é a mais popular entre a nossa audiência.


Na encruzilhada, três mulheres com suas histórias e ancestralidades buscam vencer a demanda com um padê necessário: a construção de uma narrativa que tenta expurgar dos escombros epistêmicos algumas perguntas que nasceram da observação de como algumas pessoas reagiram ao fato de que um ‘favelado chique’ recebeu um prêmio internacional. O ca(u)so é o prêmio na categoria “Casas” da premiação internacional de arquitetura Building of the Year 2023 do ArchDaily, que fora concedido ao “Barraco do Kdu”, uma casa que expressa planejamento, design, concreto exposto, tijolo à vista, boniteza, poesia, mas… Desde sua concepção, trata-se de uma casa “fora do lugar” – e isso gerou incômodos. Neste texto, abordamos os (in)cômodos e as materialidades; as disputas de narrativas; o que está “fora do lugar” e quem classifica; território; design; estética; gingas; desautorização do discurso sobre si e outros atravessamentos.

