Espera-se que o ambiente construído reduza as emissões de carbono, apoie a biodiversidade e responda às transformações nas condições ecológicas, ao mesmo tempo em que oferece habitação para as comunidades e reflete seus valores culturais. Nesse cenário de transição, um estilo arquitetônico outrora criticado ressurge em uma forma nova e surpreendente. O Brutalismo, há muito associado à gravidade institucional e à austeridade material, está agora sendo reformulado sob uma ótica ecológica. Esse movimento híbrido, conhecido como eco-brutalismo, combina a força do concreto com a vegetação e estratégias de projeto sensíveis ao clima. O resultado é um conjunto de espaços visualmente impactantes, conceitualmente complexos e cada vez mais populares entre designers, urbanistas e o público em geral. Este movimento engloba não apenas a linhagem direta do Brutalismo dos anos 1960, mas também projetos contemporâneos que, embora não sejam estritamente brutalistas, compartilham de sua honestidade material, escala monumental e uso de formas expressivas de concreto.
Não é incomum ver conjuntos habitacionais que integram espaços comerciais no térreo. No entanto, o desafio de mediar as esferas pública e privada em uma escala menor, sobretudo com a ascensão do *home office*, tem forçado arquitetos e arquitetas a explorar todos os aspectos da estrutura — desde a topografia em que se insere até a orientação da luz e dos ventos, passando pelo desenho e pela organização do espaço doméstico. Este foco em interiores explora diferentes soluções projetuais que mostram como profissionais de arquitetura e design de interiores transformaram seus projetos de simples moradias em tipologias de uso misto, levando em consideração privacidade, flexibilidade, funcionalidade e requisitos espaciais predefinidos.