“Casa é tanto um lugar (…) físico como um conjunto de sentimentos. (…) o lar é uma relação entre materialidade e reinos e processos imaginativos, em que a localização física e da materialidade e os sentimentos e ideias estão unidos e se influenciam mutuamente, ao invés de estarem separados e distintos. (…) a casa é um processo de criação e compreensão de formas de habitação e de pertença. A casa é vivida, bem como imaginava. O que significa casa e como ela se manifesta materialmente é algo que é criado e re-criado de forma contínua através das práticas domésticas de todos os dias, que são, elas próprias, ligadas ao imaginário espacial da casa”.1 A frase supramencionada constitui-se como ponto de partida da presente reflexão, num exercício que marcará de forma significativa a minha abordagem à forma de projetar casas.
Edifício Niemeyer em Belo Horizonte. Image Cortesia de Carlos Alberto Maciel
Como parte de nosso tema mensal (viagem), covidamos alguns escritórios brasileiros e portugueses a sugerirem edifícios e espaços públicos de suas respectivas cidades que merecem uma visita. No Brasil, projetos em Brasília, Rio de Janeiro, Olinda, Fortaleza, Belo Horizonte e Porto Alegre farão alguns de nossos leitores desejarem conhecer melhor o país - ou cruzar o Atlântico para visitar algumas obras nas cidades portuguesas de Guimarães, Porto e Lisboa.