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Arquitetos: Atelier RITA, Francois Brugel Architectes Associes
- Área: 10600 m²
- Ano: 2025


Existe um tipo particular de arquitetura que não começa com uma página em branco. Ela começa no silêncio, em ruínas, em paredes moldadas pelo tempo. Começa pela escuta. Em vez de se impor, ela se aproxima, lentamente, escolhendo tocar em vez de sobrescrever. Trata-se de uma arquitetura que dialoga com o passado sob a ótica do presente, não para apagá-lo ou imitá-lo, mas para lhe oferecer continuidade.
A arquitetura contemporânea reconhece cada vez mais que construir com o passado não significa se deixar limitar por ele. O patrimônio já não é visto como um obstáculo, mas como um campo ativo para o projeto. Nessa mudança de perspectiva, a preexistência torna-se mais do que uma condição física — transforma-se em um fio condutor, uma presença estrutural e simbólica que convida ao cuidado. Em vez de impor dominância, muitos/as arquitetos/as hoje optam por responder com gestos deliberados, silenciosos e precisos. Essas intervenções emolduram em vez de substituir, protegem em vez de obscurecer. Com isso, permitem que a história permaneça visível, não como um mero pano de fundo, mas como uma camada viva da experiência arquitetônica.

Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa, fundadores do renomado escritório de arquitetura SANAA, foram anunciados como os vencedores do Le Prix Charlotte Perriand 2025 pelo Créateurs Design Awards. Anunciado hoje em Paris, na França, o prêmio homenageia contribuições excepcionais para a arquitetura e o design modernos. Conhecidos por seus projetos minimalistas que integram forma, função e meio ambiente, Sejima e Nishizawa seguem sendo reconhecidos como inovadores na área, tendo sido laureados anteriormente com o prestigiado Prêmio Pritzker de Arquitetura em 2010. Sejima e Nishizawa receberão o Le Prix Charlotte Perriand na cerimônia do Créateurs Design Awards em Paris, no dia 18 de janeiro de 2025.

Em 1900, Paris sediou seus primeiros Jogos Olímpicos. Tratava-se da segunda cidade a receber o evento, logo após a edição inaugural em Atenas. Aquele foi também o ano da *Exposition Universelle* (Exposição Universal), ocasião em que a capital francesa pôde demonstrar, mais uma vez, como havia se reinventado em menos de 30 anos. Até hoje, Paris permanece como um polo de inovação e desenvolvimento arquitetônico de toda ordem, impulsionado por projetos ousados que transformam o modo de viver, além de novas técnicas e materiais. A cidade justapõe, de forma fascinante, a grandiosidade e o monumentalismo de suas obras predominantemente barrocas, "segundo império" e *art nouveau* a propostas que buscam reformas na habitação social, como nos trabalhos experimentais de Le Corbusier ou nas intervenções sensíveis de Lacaton & Vassal.
É essa abertura para o mundo que atrai não apenas milhões de visitantes anualmente, mas também mentes inovadoras e profissionais da arquitetura que se estabeleceram na cidade e fizeram dela seu segundo lar. Mais uma vez, Paris se transforma à medida que canteiros de obras de grande porte, reformas e restaurações se espalham por todo o território para receber atletas do mundo inteiro nas Olimpíadas de 2024.

A arquitetura sempre desempenhou o papel primordial de prover abrigo e proteção para os seres humanos. Na pré-história, buscamos refúgio em cavernas naturais, aproveitando-se da estrutura rochosa para proteção contra os elementos naturais e os predadores. Com o tempo, os abrigos começaram a ser feitos de materiais encontrados na natureza, como galhos, folhas e peles de animais, evoluindo para casas mais permanentes e complexas, com paredes feitas de pedra, tijolos ou madeira, telhados para proteger contra a chuva e o sol, e portas para controlar o acesso. Desenvolvendo habilidades de construção mais avançadas, utilizamos materiais como madeira, pedra, argila e a arquitetura evoluiu significativamente, com a construção de templos, palácios, casas e fortificações que proporcionaram não apenas abrigo, mas também simbolizavam poder, status e identidade cultural. Mesmo assim, basicamente, nossas construções permanecem sendo uma envoltória que nos protegem das intempéries.
Das pedras maciças dos templos gregos aos arranha céus envidraçados, flertamos com uma gama de possibilidades e espessuras para separarmos o que consideramos interno e externo. Este artigo busca explorar essa diversidade de espessuras na arquitetura, desde materiais simples até técnicas construtivas complexas, destacando como essa variação não só proporciona proteção, mas também influencia nossa percepção e interação com o ambiente construído.

Dois anos atrás, em setembro de 2021, foi inaugurado o L'Arc de Triomphe, Wrapped, 1961-2021, de Christo e Jeanne-Claude. A monumental obra de arte pública envolveu o monumento parisiense em mais de 25.000 metros quadrados de tecido prateado amarrado com 7.000 metros de corda vermelha. Os materiais, todos feitos de polipropileno trançado, uma espécie de termoplástico, agora serão reaproveitados e reciclados, seguindo a visão dos artistas. A maior parte dos materiais será transformada para servir a usos práticos em futuros eventos públicos em Paris. A Fundação Christo e Jeanne-Claude também colaborou com a Gagosian para levar os primeiros trabalhos de Christo ao East End de Londres, exibidos numa exposição que permenece aberta até 22 de outubro de 2023.

Em sua oitava edição, o Prix Versailles reconhecem as melhores realizações no campo da arquitetura e do design em todo o mundo, promovendo a produção arquitetônica como vetor de desenvolvimento sustentável inteligente e considerando seus impactos ecológicos, sociais e culturais.

Se você tem evitado as notícias recentemente, apresentamos uma rápida atualização: os países europeus e norte-americanos enfrentaram um dos verões mais quentes já registrados na história moderna. Diante disso, os debates sobre a crise climática foram reacendidos, assim como as discussões sobre o papel da indústria de arquitetura e construção no desenvolvimento de soluções para mitigar os efeitos do calor extremo em nosso cotidiano. Enquanto as soluções de resfriamento passivo sempre foram utilizadas em certas partes do mundo — onde os recursos locais e as construções vernaculares se adaptam às altas temperaturas —, outras regiões buscam alternativas tecnológicas e métodos de fabricação inovadores que garantam o conforto humano, o valor estético e a eficiência energética a um custo viável.
Embora o modernismo inicial, com seus arranha-céus emblemáticos e casas de vidro, tenha consolidado a ideia de que edifícios envelopados em vidro são, em sua maioria, ambientes desconfortáveis, superexpostos e sujeitos ao superaquecimento, hoje os fabricantes de vidro demonstram o contrário. Quando bem tratado e posicionado estrategicamente, o vidro pode ser um material extremamente versátil e eficiente, sem comprometer o conforto visual ou térmico dos/as ocupantes.

Andreas Ruby, diretor do Museu Suíço de Arquitetura, compartilha suas reflexões sobre a instalação do Arco do Triunfo empacotado por Christo e Jeanne-Claude. Em um ensaio dividido em três partes, ele aborda a conversão de um monumento que glorifica a guerra em um marco de descolonização. A instalação temporária foi aberta ao público em 18 de setembro de 2021 e sua desmontagem terá início a partir de 3 de outubro de 2021.


O primeiro projeto do MAD Architects a ser construído na Europa está muito perto de ser concluído. A equipe de projeto da MAD, liderada por Ma Yansong em parceira com o escritório francês Biecher Architectes, recebeu o primeiro prêmio no concurso internacional de arquitetura em 2012. O edifício, chamado de “UNIC”, está sendo construído na cidade de Paris ao lado do Parque Martin Luther King.

O Centre Pompidou apresenta uma exposição do MAD Architects intitulada MAD X, que mostra dez dos projetos mais significativos do escritório. Explorando territórios inéditos, a exposição exibe a evolução da filosofia de projeto e prática arquitetônica do MAD, liderado por Ma Yansong, Dang Qun e Yosuke Hayano, desde sua fundação em 2004. A exposição é centrada em como o MAD reimagina o futuro da arquitetura.