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Arquitetos: Benthem Crouwel Architects, MVSA Architects, West 8
- Área: 46000 m²
- Ano: 2014
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Fabricantes: UrbaStyle, Alcantara Stone, Nophadrain bv


A arquitetura tem sido tradicionalmente descrita como uma disciplina preocupada com o espaço, a forma e a presença material. No entanto, essa compreensão se mostra cada vez mais limitada diante das condições que moldam a construção contemporânea. Os edifícios já não surgem de uma relação estável entre lote, programa e material. Em vez disso, são produzidos no interior de uma densa teia de sistemas tecnológicos que operam em escalas territoriais, ecológicas e temporais. Redes de energia, infraestruturas de dados, processos de extração e a logística global moldam a arquitetura de forma tão decisiva quanto o clima ou o contexto urbano.
Sob essa perspectiva, a arquitetura é menos um objeto isolado e mais um momento dentro de um campo técnico ampliado. Cadeias de suprimentos, sistemas de dados, manutenção automatizada e redes de energia não funcionam "por trás" do ambiente construído. De certo modo, esses sistemas determinam o que pode ser construído, o que é economicamente viável, como os edifícios se comportam ao longo do tempo e que tipo de resíduos produzem. Quando a arquitetura é avaliada primordialmente por meio da forma, corre-se o risco de ignorar os sistemas que condicionam sua produção e sua sobrevida.


Marginalizados no discurso arquitetônico e frequentemente descartados como puramente funcionais, os edifícios-garagem continuam entre as estruturas mais onipresentes na paisagem urbana. Projetados para atender às necessidades dos veículos particulares, eles ocupam localizações centrais, moldam a silhueta das cidades e consomem recursos consideráveis, mas raramente recebem a mesma atenção — ou o mesmo cuidado arquitetônico — que instituições culturais, escolas ou habitações. Apesar de sua prevalência, esses edifícios tendem a se misturar ao pano de fundo da vida cotidiana, tratados como necessidades de infraestrutura e não como oportunidades de projeto.
Esse cenário começa a mudar. À medida que a mobilidade urbana passa por transformações profundas — desde o declínio da propriedade de automóveis até a ascensão dos veículos elétricos e dos sistemas de transporte compartilhado —, o papel da infraestrutura de estacionamento vem sendo redefinido. Profissionais de arquitetura e urbanismo estão reimaginando os edifícios-garagem como estruturas adaptáveis que integram espaço público, funções ecológicas e programas de uso misto. Essas novas abordagens desafiam a percepção do estacionamento como uma tipologia residual, posicionando-o, em vez disso, como uma estrutura cívica com potencial para apoiar modelos urbanos mais inclusivos, flexíveis e sustentáveis.

À medida que o entusiasmo em torno da inteligência artificial continua a reformular a nossa visão de mundo, o ano de 2025 se aproxima como mais um marco na trajetória do avanço tecnológico. Enquanto parte da sociedade se preocupa com o domínio da tecnologia no cotidiano, profissionais de arquitetura direcionam sua atenção para as fundações de um futuro digital: os data centers. O projeto de data centers desafia profissionais de design a conciliar as demandas de funcionalidade tecnológica com os princípios da excelência arquitetônica. À medida que se aprofunda a dependência em relação à computação em nuvem, aos ecossistemas de IoT e à análise de big data, a arquitetura dos data centers exige maior atenção. Conforme o consumo de dados dispara, as taxas de consumo dessas instalações acompanham essa demanda de forma proporcional. Antes relegadas a zonas industriais genéricas, essas estruturas agora se tornam componentes essenciais dos ambientes urbanos e suburbanos. Embora parte da comunidade local se mostre preocupada com o avanço dos data centers em suas regiões, outros grupos os enxergam como vetores de desenvolvimento econômico.

Frequentemente apelidada de “Manhattan do Maas”, Roterdã é uma cidade sem igual nos Países Baixos. A metrópole neerlandesa, com seu horizonte marcante, narra uma trajetória arquitetônica singular, cujos capítulos passam pelos escombros dos devastadores bombardeios da Segunda Guerra Mundial, seguidos por uma história de reconstrução que transformou a cidade em um polo de arquitetura experimental e planejamento urbano. Hoje um mosaico de estilos arquitetônicos, Roterdã abraçou a inovação, tornando-se uma vitrine global para o design de vanguarda e o desenvolvimento urbano sustentável.
Em 1940, quase todo o centro da cidade foi devastado por bombas alemãs. Em vez de seguir o exemplo de reconstrução de outras cidades europeias, Roterdã optou por se reinventar. Atualmente, a cidade abriga algumas das obras mais conhecidas da arquitetura holandesa, como as Kubuswoningen ou o Het Nieuwe Instituut. Sua postura aberta à inovação e à experimentação continua a atrair talentos de todo o mundo, à medida que sua silhueta marcante se transforma e se adapta às exigências contemporâneas.

No verão passado, a Espanha promoveu uma mobilidade mais limpa ao oferecer bilhetes sazonais gratuitos para trens suburbanos e regionais, o que resultou em cerca de 48 milhões de viagens por mês. A iniciativa buscou ajudar a população a reduzir o consumo de combustível e mitigar o custo de vida em meio a incertezas econômicas e à alta dos preços da energia. No verão de 2022, foi anunciado um desconto de 30% para o transporte público municipal, com governos locais de regiões como a Catalunha ampliando o benefício para até 60%. O programa esteve em vigor entre 1º de setembro e 31 de dezembro do ano passado.


Os escritórios MVRDV e GRAS anunciaram a conclusão de cinco dos sete edifícios do Projeto Gomila em Palma de Maiorca, na Espanha. O complexo residencial, que originalmente era composto por quatro edifícios existentes, recebeu a adição de três novas estruturas, totalizando 60 novas habitações e novos espaços comerciais. O projeto alinha-se à revitalização do bairro histórico "El Terreno" para transformá-lo em uma área residencial vibrante e sustentável, outrora conhecida por suas casas noturnas boêmias que receberam músicos icônicos como Jimi Hendrix, Ray Charles e Tom Jones.

No início da semana passada, a Comissão Europeia e a Fundació Mies van der Rohe anunciaram os 40 projetos finalistas do Prêmio EU Mies, uma premiação que reconhece a excelência na arquitetura, destacando sua contribuição para o desenvolvimento sustentável. Nesse contexto, dois anos após a votação do Parlamento Europeu em apoio ao Pacto Ecológico Europeu (Green Deal), analisamos as medidas adotadas pela UE em 2021 para alcançar suas metas de sustentabilidade e moldar um ambiente construído mais resiliente.

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A bicicleta não é mais utilizada apenas para esportes ou atividades recreativas. Cada vez mais, as pessoas optam por ela como principal meio de transporte.
A arquitetura cumpre um papel fundamental no incentivo do uso da bicicleta, já que uma cidade equipada com ciclovias seguras, bicicletário e áreas livres para lazer inspira as pessoas a deixarem seus automóveis.


Acessibilidade é uma das considerações mais importantes na arquitetura, que é o de garantir que o ambiente construído atenda a pessoas de todas as capacidades. No entanto, as concepções populares sobre a deficiência e acessibilidade permanecem limitadas e, frequentemente, abrangem apenas pessoas com deficiência física, como os usuários de cadeiras de rodas. Principalmente entre os projetistas arquitetônicos, é comum abordar a acessibilidade como adição de rampas, corredores largos e elevadores. No entanto, a deficiência pode assumir diversas formas, algumas menos visíveis do que outras. Para os deficientes visuais, a incorporação de elementos táteis específicos na arquitetura e no desenho urbano pode melhorar muito a navegabilidade de um espaço desconhecido. Neste artigo, falamos especificamente sobre os pisos podotáteis, incluindo suas diferentes formas, sua história e suas formas de implementação.

Centros de processamento de dados, linhas de produção automatizadas, torres de telefonia e depósitos são algumas das principais tipologias utilitárias que povoam o nosso ambiente construído, infra-estruturas cada vez mais importantes para o desenvolvimento da vida cotidiana. Ainda que estejam longe de tangenciar o interesse da maioria dos arquitetos e arquitetas, estas tipologias estão se fazendo cada dia mais presentes em nossas vidas e, consequentemente, no discurso arquitetônico — levantando questões sobre como podemos dar um novo significado à estas estruturas que sustentam as engrenagens da nossa atual sociedade.

A densidade sempre foi uma consideração essencial para arquitetos e planejadores urbanos, mas sua importância só aumentou à medida que a população urbana mundial disparou e as cidades se tornaram cada vez mais densas. Durante grande parte da história do planejamento urbano, este termo foi infestado de conotações negativas: superlotação, pobreza, falta de segurança e as chamadas 'favelas'. O movimento da cidade-jardim, iniciado por Ebenezer Howard em 1898, buscou remediar tais males defendendo cinturões verdes e um planejamento anti-densidade. A Ville Radieuse de Le Corbusier é um dos planos urbanos mais conhecidos a partir desses ideais. Ainda na década de 1960, a socióloga Jane Jacobs notoriamente derrubou esses conceitos de planejamento urbano muito influentes: ela apontou que a densidade dos edifícios não tem que ser igual à superlotação; sugeriu que algumas áreas urbanas altamente densas, como sua vizinhança em Greenwich Village, eram mais seguras e mais atraentes do que os projetos de cidades-jardim nas proximidades; e destacou como a concepção americana dos "bairros marginais" costumava estar enraizada em ideologias anti-imigrantes e anti-negros. A densidade não é inerentemente ruim, ela sugeriu, mas deve ser bem feita. Hoje, continuamos a lutar com a questão sobre como projetar para nossas cidades cada vez mais densas - como mantê-las abertas, mas simultaneamente privadas? Livres, mas controladas quando necessário? Em particular, como nos mantemos protegidos - tanto do crime quanto, em épocas de COVID-19, de doenças?
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