Ontem, o Museu de Arte de Changjiang, projetado pelo escritório Vector Architects, foi inaugurado em Taiyuan, na província de Shanxi. Simultaneamente, o museu abriu as portas para três exposições: "Pilares: Exposição de Quatro Arquitetos/as Chineses/as", reunindo Dong Gong, Hua Li, Li Xinggang e Cheng Yanchun; "Remodelando o Bairro: Exposição da Prática Arquitetônica Qiandu · Dongshanqing"; e "Vila Changjiang: Exposição de História e Espaço".
https://www.archdaily.com.br/pt/1070469/entrevista-com-dong-gong-museu-de-arte-changjiang-uma-pratica-arquitetonica-de-resposta-emocional韩爽 - HAN Shuang
O contexto singular do desenvolvimento social chinês oferece um ambiente de cultivo único para a arquitetura contemporânea do país. Xangai, como um dos seus principais centros de design, pode ser considerada, até certo ponto, o ponto de partida ideal para compreender essa produção. Com atuação em Xangai, o/a arquiteto/a Liu Yuyang nasceu em Taiwan e cresceu nos Estados Unidos. Sua rica trajetória de vida e formação multicultural moldaram um caminho arquitetônico singular, demonstrando, por meio de uma vasta gama de projetos práticos, sua própria voz no cenário contemporâneo. No trecho da entrevista a seguir, conduzida por Zhang Yifan (YF), Liu discute sua própria abordagem de projeto, as origens de seus conceitos e sua ética profissional.
Enquanto a arquitetura evolui no contexto das “características chinesas”, Xangai, como um dos principais centros criativos do país, oferece-nos um vislumbre das transformações e das perspectivas da arquitetura contemporânea chinesa. Sediado em Xangai, o arquiteto Liu Yuyang, nascido em Taiwan e criado nos Estados Unidos, concebeu sua abordagem arquitetônica pessoal a partir de uma bagagem multicultural, compartilhando suas visões por meio de diversos projetos construídos. No trecho a seguir de uma conversa com o autor, Yuyang discute sua filosofia de projeto, as origens de sua prática profissional, sua postura diante da profissão, entre outros temas.
Espera-se hoje que os/as arquitetos/as se distanciem do desenho de edifícios ou objetos icônicos para focar na criação de ambientes construídos envolventes; que deixem de idealizar projetos utópicos e formais pautados pela busca artística para se concentrarem em soluções puramente pragmáticas. A China, naturalmente, reflete essas tendências de forma expressiva, já que muitos/as arquitetos/as chineses/as rapidamente produziram exatamente o tipo de projeto que agrada à crítica: de escala modesta, com expressão direta, baseados em técnicas construtivas locais e no uso inventivo de materiais tradicionais. Os resultados, por mais atraentes que sejam, parecem carecer de variedade e de ousadia. Deve haver outro caminho, menos formulado.