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Arquitetos: Vector Architects
- Área: 70463 m²
- Ano: 2021
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O ano de 2021 foi turbulento – a pandemia causada pelo novo coronavírus persiste, obrigando as indústrias de design e construção a continuar se adaptando por dois anos seguidos. À medida que os métodos de trabalho remoto e comunicação continuam a ser ajustados e aprimorados, uma infinidade de eventos virtuais fez com que o discurso arquitetônico fora dos paradigmas ocidentais e eurocêntricos pudesse ocupar um espaço central na discussão da arquitetura global.

No contexto cultural do consumismo global predominante, tudo em nossas vidas está sendo consumido. Sendo o meio físico do ato de consumo, a arquitetura comercial é, sem dúvida, uma engrenagem fundamental nessa sociedade. Os espaços "instagramáveis" — que representam a cultura pop, o espetáculo e a espetacularização do olhar — são um dos reflexos desse consumismo na arquitetura. Contudo, ao analisar a história da arquitetura, é preciso admitir que o avanço do consumismo também impulsionou, em grande medida, o desenvolvimento da própria disciplina. O aporte massivo de capital e o interesse dos incorporadores imobiliários abriram, de certo modo, novos caminhos para que os/as arquitetos/as pudessem materializar suas aspirações projetuais em edifícios comerciais.
Seja no meio urbano ou rural, a "arquitetura de consumo" enquanto espaço público costuma ser o elemento mais marcante e o principal ponto de encontro das pessoas. Diante do desafio de criar espaços comerciais confortáveis e convidativos, este artigo apresenta uma seleção dos melhores projetos de "arquitetura de consumo" de 2021, com o objetivo de oferecer inspiração para futuros projetos.

A ética abrange todas as práticas da arquitetura. Da interseccionalidade e projetos à crise climática, um arquiteto deve trabalhar com uma gama de condições e contextos que informam o ambiente construído e o processo de sua criação. Em todas as culturas, políticas e climas, a arquitetura é tão funcional e estética quanto política, social, econômica e ecológica. Ao abordar a ética da prática, os arquitetos e urbanistas podem reimaginar o impacto da disciplina e a quem ela serve.

2021 foi o ano de uma nova realidade, com a humanidade se adaptando ao que é conhecido como o segundo ano da pandemia. Enquanto alguns países testemunharam um retorno à normalidade alternativa, abrindo-se para o mundo por meio de viagens e eventos, outros permaneceram presos, ampliando ainda mais as lacunas da desigualdade. No entanto, este ano também trouxe muita esperança em todos os aspectos, levantando dúvidas e construindo soluções para o futuro próximo. Com um grande foco na urgência climática, na pesquisa biomédica e também nas noções de hibridismo, 2021 desencadeou novos entendimentos sobre o meio ambiente que nos cerca e sobre o nosso lugar neste mundo.
Destacando tópicos contextuais, trazendo uma perspectiva local e global, enquanto lança luz sobre narrativas históricas esquecidas, a equipe diversificada de editores do ArchDaily tem estado na frente e no centro, reagindo a tudo o que está acontecendo. Sempre buscando "capacitar todos que fazem a arquitetura acontecer para criar uma melhor qualidade de vida", o conteúdo editorial, gerado em todos os sites, em nossos 4 idiomas, inglês, espanhol, português e chinês, forneceu ferramentas, inspiração e conhecimento para ampliar horizontes e ajudar nossos usuários a construir um futuro melhor.

Wang Hao, nascido em 1978, é cofundador da Yiren Yingzao (Untitled Architects). Em 2013, realizou a exposição individual "Estrutura Livre — Nova Habitação Vernacular Chinesa" no Centro de Design de Xangai; no mesmo ano, recebeu o prêmio alemão de estreia da BAUWELT (Bauwelt Award "First Works"). Em 2015, participou da Temporada de Arte do Espaço Urbano de Xangai (SUSAS). Em 2016, expôs na 15ª Bienal de Arquitetura de Veneza. Em 2020, coorganizou a exposição "Renascimento da Construção em Madeira" com a Fundação de Arte K11 (KCF) em Xangai e, no mesmo ano, recebeu o Prêmio de Construção Natural | Prêmio de Exploração para Jovens Arquitetos.
Qiu Zhefeng, nascido em 1979, é cofundador da Yiren Yingzao (Untitled Architects). Em 2008, publicou o livro Os Pioneiros — O Futuro da China em uma Pequena Cidade. Em 2012, foi curador do projeto "Sociedade" do Pavilhão de Cidades na 9ª Bienal de Xangai. Em 2013, foi convidado a participar da 55ª Bienal de Veneza como curador de Xangai e Veneza: Centros Urbanos, Diankou, Lima e Palermo.





A neurociência ambiental é um campo emergente, dedicado ao estudo do impacto dos ambientes sociais e físicos, sobre os processos e comportamentos do cérebro. Desde várias oportunidades de interação social aos níveis de ruído, e acesso a áreas verdes, as características do meio urbano têm implicações importantes para os mecanismos neurais e o funcionamento do cérebro, influenciando assim nosso estado físico. O campo ilustra uma imagem diferente de como as cidades impactam nossa saúde e bem-estar, proporcionando assim uma nova camada científica de compreensão, que poderia ajudar arquitetos, urbanistas e tomadores de decisão a criar ambientes urbanos mais equitativos.

Saskia Sassen, professora da Robert S. Lynd, de Sociologia da Universidade de Columbia, prevê em seu livro de coautoria "Os Documentos de Quito e a Nova Agenda Urbana" que, no futuro, as cidades serão um campo de batalha crucial, à medida que continuamos a lutar contra a gentrificação e o crescente grau de isolamento em nossas comunidades. Sassen argumenta que “as cidades devem ser um espaço inclusivo, tanto para os ricos quanto para os pobres. No entanto, nossas cidades nunca alcançaram igualdade para todos, já que nunca foram projetadas dessa forma. Mesmo assim, elas não devem ser lugares que toleram desigualdades ou injustiças”.

