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Arquitetos: Adalberto Dias
- Área: 7096 m²
- Ano: 2014
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Fabricantes: Fellert, O/M Light - Osvaldo Matos, Saint-Gobain
Fernando Guerra foi pioneiro na forma de fotografar e comunicar a arquitectura. Há quinze anos abriu o estúdio FG+SG em colaboração com seu irmão e juntos são responsáveis por grande parte da difusão da arquitectura contemporânea portuguesa, nos últimos quinze anos.


Em Portugal, o santuário de Fátima tem um novo altar, preparado para o centenário das Aparições e a visita do Papa Francisco; Álvaro Siza verá concluída a sua igreja em Rennes; a Casa da Arquitetura será inaugurada em Matosinhos; e o Museu dos Coches terá, finalmente, um circuito expositivo.
Além disso, Carrilho da Graça concluirá o terminal de Cruzeiros e a obra no Campo das Cebolas, em Lisboa e Eduardo Souto de Moura revelará a arquitetura subterrânea da Barragem Foz-Tua.


Sabemos que a história é escrita por aqueles que vencem e impõem seu próprio relato. Também sabemos que o relato do ocidente é o da Europa e Estados Unidos, enquanto o resto dos atores são minimizados ou inviabilizados; chineses e japoneses durante a Segunda Guerra Mundial; com o Império Otomano na Europa do século XVI e com as maiorias raciais na leitura da independência latino-americana. O mesmo ocorre com a arquitetura.
Temos insistido que o boom do Hemisfério Sul não se apoia unicamente em uma obra nova, mas também no reconhecimento de uma nova arquitetura inviabilizada e aparentemente não digna de ser publicada em revistas nos anos 1990. Este cenário mundial mudou com o surgimento de uma humanidade multipolar, mais local. Globalizada mas heterogênea, acelerada mas desequilibrada. Não há países vermelhos ou azuis, mas uma ampla paleta de cores explodidas, como num quadro de Pollock.
Isto serve de preâmbulo para ponderar os melhores edifícios de 2016 de acordo com a opinião do crítico britânico Oliver Wainwright, que elaborou um mapa mundi delimitado por Nova Iorque (a oeste) e a cidade norueguesa de Utoya (a leste), com a exceção de Birzeit, na Palestina.
O Hemisfério Sul representa mais de 40% da economia global e já concentra as principais mega-cidades do mundo, e, mesmo assim, não vale a pena estudar sua arquitetura? Expandindo os limites do mapa mundi arquitetônico de um planeta em transformação, destacamos os seguintes projetos deste ano.

Este artigo é parte da série "Material em Foco", onde entrevistamos os arquitetos sobre o processo de criação e pensamento na hora da escolha dos materiais que serão utilizados nos seus projetos.
A Casa Restelo, foi projetada pelo atelier português João Tiago Aguiar - arquitectos. O projeto com 225 metros quadrados, consiste na ampliação de uma residência dos anos 50 no bairro do Restelo, numa zona constituída por moradias geminadas. O projeto também renovou completamente os alçados (fachadas), considerando o pré-existente com uma nova leitura dos padrões inspirados na azulejaria tradicional portuguesa.Nós conversamos com o arquiteto João Tiago Aguiar para saber mais sobre as escolhas dos materiais e sobre os desafios do projeto.

Apresentamos uma incrível sessão de fotos de Fernando Guerra (Últimas Reportagens) do projeto das Termas de Vals, um dos mais icônicos do arquiteto vencedor do Pritzker de 2009, Peter Zumthor.