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Arquitetos: Office MI-JI
- Ano: 2024




Seja devido à demolição total ou parcial de um edifício, seja para reforma ou adaptação de uma estrutura existente — em busca de sistemas de cobertura mais eficientes —, telhas de barro e cimento são materiais que muito frequentemente acabam virando entulho. Devido ao seu baixo custo de produção, telhas não costumam ser recicladas e reaproveitadas cotidianamente, menos ainda utilizadas para cumprir outra função que não a de cobertura. Felizmente, somando-se a uma crescente conscientização sobre os custos ambientais da produção de materiais para a construção civil, a cada dia mais, arquitetos e arquitetas têm se comprometido a reciclar e reaproveitar resíduos de antigas estruturas obsoletas, estabelecendo uma arquitetura responsável e inovadora. A seguir, elencamos alguns recentes projetos que apresentam soluções alternativas para a reciclagem e reincorporação de telhas na arquitetura contemporânea, seja em paredes, fachadas, elementos de proteção solar, pisos e até mobiliário.

A arquitetura do espaço interno abraça o externo. Da mundialmente famosa Sydney Opera House às cabanas aborígines no deserto, a arquitetura australiana surge a partir dos elementos básicos enquanto aprende com eles. Os abrigos vernáculos, celeiros, galpões e varandas frequentemente eram convertidos em centros comunitários ou locais de reunião. Esse começo humilde se transformaria ao longo dos séculos seguintes, conforme as pessoas começassem a construir o "sonho australiano". Seja usando a construção tradicional em taipa ou fabricando formas totalmente novas, os arquitetos começaram a capitalizar os métodos de construção históricos e reinterpretá-los.

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A fotografia de arquitetura se desenvolveu em sua própria expressão artística e pode, às vezes, ser tão importante quanto a própria obra construída. Experienciamos a arquitetura não apenas física e espacialmente, mas também por meio das fotografias. Uma boa reportagem ou série de fotos pode trazer ao espectador a atmosfera do lugar, ainda que esteja distante da obra. A fotografia também é uma forma de documentar o processo do projeto, o uso de materiais, iluminação e elementos arquitetônicos e, como resultado, narrar a história por trás de uma obra.
Para comemorar o Dia Mundial da Fotografia, reunimos uma lista de 25 fotógrafos de arquitetura de todo o mundo que merecem ser conhecidos – e seguidos no Instagram. Esses fotógrafos emergentes foram selecionados por sua capacidade de registrar a arquitetura por meio de um olhar sensível e singular.


O projeto de interiores pode ser profundamente influenciado pelas opções de revestimento, acabamento e mobiliário. Atualmente, muitos arquitetos e profissionais de áreas próximas à arquitetura buscam soluções e materiais inovadores, no entanto, há também uma tendência que busca o calor dos espaços interiores, expondo os materiais em seu estado natural, bruto. Materiais ricos, como madeira e concreto, oferecem durabilidade que, combinada com um projeto que dê atenção aos detalhes, faz com que os espaços transmitam a sensação de calor e autenticidade.

Embora o concreto seja um dos sistemas construtivos mais utilizados no mundo todo, seja por sua durabilidade, maleabilidade e/ou resistência às intempéries, não devemos esquecer que a industria do concreto é uma das maiores emissoras de CO2 relacionas à industria da construção civil. Por este motivo, ao longo dos últimos anos, muitos arquitetos e arquitetas passar a experimentar novas possibilidades para tratar de otimizar seu rendimento, apropriando-se de todas as suas vantagens técnicas e buscando resolver alguns de suas desvantagens ambientais. Como resultado disso, alguns projetistas passaram a explorar a possibilidade de substituir as tradicionais fôrmas de madeira por materiais mais sustentáveis como o bambu, uma planta que cresce em abundância em quase todas as partes do mundo e que, com um baixo impacto ambiental, permite obter acabamentos aparentes com texturas de grande qualidade.

Diversificar os materiais de um espaço interno pode melhorar muito sua profundidade e interesse visual. Ao mesmo tempo, adicionar partições ou outras delimitações de espaço interno pode ajudar a organizar o fluxo, a circulação e a visibilidade. O policarbonato, um tipo de termoplástico leve e durável, é um excelente material para tais funções.
Em sua forma bruta, o policarbonato é totalmente transparente, transmitindo luz com quase a mesma eficácia do vidro. Também é mais leve e mais forte do que o vidro e mais resistente do que outros plásticos semelhantes, como acrílico, poliestireno, ABS ou náilon, tornando-o uma boa escolha para projetistas que buscam materiais duráveis, resistentes ao impacto e ao fogo que ainda possam transmitir luz. Como o vidro, é um filtro UV natural e pode ser colorido ou matizado para obter transparência, mas também é valorizado por sua flexibilidade, permitindo que seja moldado em qualquer tamanho ou formato. Por fim, é facilmente reciclável porque se liquefaz em vez de queimar, tornando-o pelo menos mais ecologicamente correto do que outros plásticos termofixos. Por exemplo, o policarbonato reciclado pode reagir quimicamente com o fenol em uma usina de reciclagem para produzir monômeros que podem ser transformados novamente em plástico.