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Arquitetos: OKKA architects
- Área: 81 m²
- Ano: 2024


Soluções baseadas na natureza são uma das principais estratégias para a adaptação climática contemporânea e para a resiliência ecológica urbana, adotadas por cidades independentemente de sua geografia ou zona climática. Telhados verdes, florestas urbanas, biovaletas, ampliação da cobertura arbórea, áreas úmidas protegidas e paisagens permeáveis ocupam posição de destaque nos planos municipais de adaptação. Essas intervenções são implantadas nos bairros, distribuídas pelas redes viárias e mensuradas por hectares restaurados, árvores plantadas, águas pluviais retidas ou redução de temperatura. Essa mudança amplia o papel da ecologia nas cidades, estabelecendo elementos ambientais como sistemas de infraestrutura e proporcionando a profissionais de planejamento uma estrutura sólida para integrar sistemas naturais ao desenvolvimento urbano.

A paisagem arquitetônica da Hungria passou pelas décadas socialistas sendo redesenhada de cima para baixo, com suas fazendas cooperativas consolidadas a partir de propriedades familiares e seus blocos habitacionais padronizados distribuídos pelo território de uma forma que teria sido idêntica em qualquer outro lugar. A socióloga Virág Molnár, cujo livro Building the State traça os usos políticos da arquitetura na Hungria e na Alemanha Oriental do pós-guerra, defende que essa reconfiguração do ambiente construído foi um dos principais instrumentos do projeto político, e não um subproduto dele — uma mobilização que se estendeu pela modernização socialista e avançou pela transição que se seguiu. O crítico britânico Owen Hatherley, cuja obra Landscapes of Communism explora os conjuntos habitacionais de Budapeste ao lado dos de Varsóvia e Kyiv, descreve o extremo dessa mesma herança, em que os edifícios sobreviveram à ideologia que os encomendou e continuam ocupados por pessoas que têm pouco interesse em defender a lógica por trás deles.






A Comissão Europeia e a Fundació Mies van der Rohe anunciaram a lista de projetos indicados para o Prêmio da União Europeia de Arquitetura Contemporânea / Prêmio Mies van der Rohe 2024. Este ano, 362 projetos de arquitetura construídos em 38 países foram selecionados, marcando a primeira fase da 18ª edição do EUmies Awards. A próxima etapa consiste na seleção de 40 finalistas, seguida de visitas às obras e entrevistas com os arquitetos e equipes responsáveis.
O EUmies Awards 2024 tem como objetivo reconhecer as melhores obras construídas na Europa entre abril de 2021 e maio de 2023. A seleção dos projetos reflete as mudanças atuais no contexto europeu, com a crescente atenção à consciência ambiental, social e econômica expressa através da arquitetura, paisagismo, planejamento urbano e design. O júri deste ano é presidido por Frédéric Druot (Paris/Bordeaux) e composto por Martin Braathen (Oslo), Pippo Ciorra (Roma), Tinatin Gurgenidze (Tbilisi/Berlim), Adriana Krnáčová (Praga), Sala Makumbundu (Luxemburgo) e Hrvoje Njiric (Zagreb).





