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Arquitetos: HA-HA Design & Development
- Área: 700 m²
- Ano: 2026



Arquitetos e arquitetas calibram cuidadosamente sua relação com a terra, ajustando as fundações ao solo, ao lençol freático, ao clima, aos riscos e à cultura. Estacas de madeira cravadas, plataformas de terra batida e lajes de concreto moldadas in loco são, cada uma, respostas a um conjunto específico de condições do terreno, e cada uma molda a arquitetura que dele emerge. A maneira como um edifício se conecta com a terra determina sua durabilidade e seus limites, pois as fundações estão entre as decisões projetuais mais impactantes que um/a arquiteto/a pode tomar.
A cidade de Roterdã fica aproximadamente um metro abaixo do nível do mar, uma condição estruturante que molda a vida cotidiana na segunda maior cidade dos Países Baixos e que se tornou uma preocupação crescente diante da instabilidade das condições costeiras. A cidade ocupa o delta dos rios Reno e Mosa, uma paisagem que nunca foi naturalmente seca, mas que se mantém funcional graças a séculos de intervenção hidráulica. Os conselhos de águas (water boards) desta região estão entre as instituições democráticas mais antigas do mundo, criados no século XIII para gerenciar a drenagem coletiva da água e que ainda hoje operam como órgãos eleitos com atribuições técnicas. Com o aumento do nível do mar e com as chuvas no norte da Europa cada vez mais imprevisíveis e extremas, Roterdã enfrenta um risco significativamente maior de ressacas costeiras e inundações urbanas causadas pela sobrecarga da infraestrutura de drenagem.

Duas semanas e mais de 85.000 indicações depois, foram definidos os finalistas do Building of the Year Awards deste ano. A seleção reflete o perfil do próprio público do ArchDaily que a escolheu: geograficamente diversa, generosa em ideias e precisa em suas intenções. Reunindo projetos de 46 países, em uma ampla variedade de tipologias e escalas, a lista apresenta um belo panorama do momento atual da arquitetura.
Convidamos você a navegar pela seleção e votar em seus projetos favoritos. Abaixo, apresentamos os 75 finalistas divididos em suas respectivas categorias. A votação estará aberta até o dia 18 de fevereiro, às 18:00 EST. Agradecemos a sua participação — ela é fundamental para consolidar este como o maior prêmio de arquitetura do mundo decidido pelo público.

À medida que o solstício marca o dia mais curto do ano no Hemisfério Norte, ele também chama a atenção para um aspecto com o qual a arquitetura lida há muito tempo, mas que muitas vezes negligencia: o tempo. Para além da forma ou da função, edifícios e espaços são continuamente moldados por ciclos de luz e escuridão, mudanças sazonais e ritmos ambientais que afetam a maneira como são habitados.
Nos últimos anos, um número crescente de projetos de arquitetura começou a trabalhar explicitamente com esses ciclos. Em vez de projetar espaços para funcionar de uma única maneira fixa, arquitetos/as estão criando ambientes que se transformam ao longo do dia, das estações ou em resposta a fenômenos naturais como o percurso do sol, as fases lunares, os padrões de vento ou os ritmos circadianos. Esses projetos operam em diálogo com o tempo, surgindo, transformando-se e ativando-se de forma diferente conforme as condições ambientais.

À medida que 2025 se aproxima do fim, revisitamos um ano marcante no universo do design de interiores. No ano passado, os designers se voltaram para abordagens mais contidas e discretas, uma tendência que já vinha se consolidando. A ascensão da inteligência artificial intensificou debates sobre equidade digital e desinformação — discussões que continuaram em 2025, especialmente com o tema da Bienal de Arquitetura de Veneza, Intelligens. Esse contexto ampliou o diálogo sobre as oportunidades trazidas pelas tecnologias digitais, propondo um olhar mais esperançoso. Em contrapartida, os projetos de interiores concluídos ao longo do ano mantiveram o foco no tangível e no pragmático, valorizando materiais brutos e uma apreciação da história.





Como surgem os pavilhões na arquitetura? Que papel desempenham nos espaços urbanos? Para além das múltiplas interpretações existentes ao redor do mundo, a figura do pavilhão como princípio e tipologia arquitetônica tende à extroversão, associando-se a um caráter centrífugo e de abertura visual em direção ao horizonte, o qual se vincula, desde as suas origens, à tenda como proteção contra as intempéries. Os pavilhões costumam ser identificados como edificações isoladas e independentes que podem promover aberturas laterais do espaço urbano, visuais panorâmicos ou introspectivos, reflexões tecnológicas e experimentações materiais reconhecíveis tanto de fora quanto de dentro.


