Arquitetura do Reino Unido

  1. ArchDaily
  2. Países
  3. Reino Unido

Projetos mais recentes em Reino Unido

Últimas notícias em Reino Unido

Morar em uma pirâmide: 6 projetos que adaptam uma forma clássica à arquitetura residencial

Acesso exclusivo | 
Áudio disponível

Embora a geometria piramidal apareça em estruturas históricas monumentais, sua aplicação contemporânea ainda é limitada. A principal restrição é a envoltória inclinada, que reduz a área de projeção do edifício à medida que este sobe, diminuindo o volume interno útil em comparação com formas ortogonais ou cilíndricas. Sob o ponto de vista estrutural, contudo, essa geometria oferece excelente estabilidade lateral contra cargas de vento e abalos sísmicos devido à sua base ampla, distribuição central de massa e faces triangulares que se autoestabilizam. No entanto, a aplicação dessa forma em escala residencial impõe diversas limitações de layout. As paredes inclinadas restringem as superfícies verticais, o que dificulta a disposição de portas, janelas e divisórias internas padronizadas. Paralelamente, o pé-direito baixo ao longo do perímetro gera áreas subutilizadas nas extremidades dos cômodos.

Guia de arquitetura de Birmingham: esplendor industrial e experimentação moderna

Acesso exclusivo | 
Áudio disponível

A arquitetura de Birmingham reflete a história da cidade como um dos primeiros centros industriais da Inglaterra. A riqueza gerada na cidade e na região circundante deu origem à imponência da era vitoriana no século XIX. Os intensos bombardeios durante a Segunda Guerra Mundial causaram destruição generalizada. A esse período seguiu-se uma rápida reconstrução entre as décadas de 1950 e 1970, que introduziu o modernismo racional e a ambição brutalista que hoje caracterizam grande parte do centro da cidade. Algumas décadas mais tarde, o apagamento urbano retornou a Birmingham, trazendo consigo a revisão de decisões tomadas em meados do século XX. Notadamente, o Bullring Centre e a Biblioteca de Birmingham foram demolidos para dar lugar a novos projetos do século XXI, acrescentando novas camadas de riqueza ao ambiente construído da cidade.

RIBA revela a lista de finalistas do Prêmio Stirling 2026

Áudio disponível

O Royal Institute of British Architects (RIBA) anunciou os seis projetos finalistas para o RIBA Stirling Prize de 2026, marcando o 30º aniversário do prêmio. Estabelecido em 1996, o Stirling Prize reconhece a obra considerada de maior contribuição para a evolução da arquitetura no Reino Unido. A lista de finalistas deste ano abrange uma ampla variedade de tipologias, incluindo uma nova praça pública sobre um dos nós de transporte mais movimentados de Londres, o reúso adaptativo de um teatro da década de 1970 em um espaço cultural, um empreendimento residencial de alta densidade, dois projetos para faculdades de Cambridge e uma casa unifamiliar localizada na borda da Floresta de Epping. O projeto vencedor será anunciado em 15 de outubro no Old Billingsgate, em Londres.

Fundació Mies van der Rohe apresenta “Transnational Narratives”, um documentário sobre seis arquitetas sul-asiáticas

Áudio disponível

"A equidade de gênero continua sendo um problema persistente na arquitetura. As arquitetas representam cerca de um terço ou menos da profissão em todo o mundo." Esta é a declaração de abertura do documentário Transnational Narratives: A Documentary Celebrating South Asian Women in Architecture, fruto da 4ª Bolsa Lilly Reich para a Igualdade na Arquitetura. A bolsa, uma iniciativa da Fundació Mies van der Rohe, promove a igualdade de acesso a oportunidades na prática arquitetônica e apoia o estudo e a disseminação de contribuições para a arquitetura que foram injustamente invisibilizadas. Nesse contexto, o documentário, concebido pela Dra. Igea Troiani, pela Dra. Mamuna Iqbal, pela artista e pesquisadora Paula Roush e pela cineasta Rime Tsujino, traz visibilidade às experiências de seis arquitetas de origem sul-asiática: Sumita Singha, Chitra Vishwanath, Sara Khan, Fauzia Qureshi, Sajida Vandal e Neelum Naz, cujas trajetórias profissionais abrangem a Índia, o Paquistão e o Reino Unido.

Studio Egret West desenvolverá o plano diretor das futuras fases de revitalização da Battersea Power Station em Londres

Áudio disponível

Battersea Power Station é uma antiga usina termoelétrica a carvão localizada na margem sul do Rio Tâmisa, em Londres, com projeto original assinado por J. Theo Halliday e Giles Gilbert Scott. Famosa por aparecer na capa do álbum de estúdio Animals, lançado pelo Pink Floyd em 1977, e no filme Sabotage, de Alfred Hitchcock, de 1936, a usina é um dos maiores edifícios de tijolos do mundo, reconhecida por seus acabamentos e decoração de interiores em estilo Art Déco. Hoje reconhecido como parte do patrimônio industrial moderno, o local começou a ser transformado em um empreendimento comercial em 2012, com a reutilização adaptativa orientada por um masterplan desenvolvido por Rafael Viñoly. No dia 16 de fevereiro, a Battersea Power Station anunciou a contratação do escritório de desenho urbano estratégico Studio Egret West para desenvolver o masterplan original para os 16 acres restantes do bairro de 42 acres à beira-rio, no sudoeste de Londres.

LANZA atelier revela novos detalhes do Pavilhão Serpentine de 2026

Áudio disponível

O escritório mexicano de arquitetura LANZA atelier revelou novos detalhes sobre o Serpentine Pavilion de 2026, intitulado "a serpentine", que abrirá ao público em 6 de junho de 2026 na Serpentine South. Projetado pela dupla de fundadores do estúdio, Isabel Abascal e Alessandro Arienzo, o projeto reinterpreta a histórica parede sinuosa (conhecida como crinkle-crankle) por meio de uma estrutura leve de tijolos integrada à paisagem do Hyde Park. Marcando a 25ª edição da comissão anual, o pavilhão permanecerá aberto até outubro de 2026 e servirá como espaço para a programação pública da Serpentine, que inclui performances, debates, exibições de filmes e eventos comunitários.

Foster + Partners Planeja Museu Automotivo no Aeródromo em Desuso na Área Rural da Inglaterra

Foster + Partners divulgou imagens de seu Mullin Automotive Park no Enstone Airfield, agora submetido a permissão de planejamento. Destinado a ser um "museu automotivo de classe mundial no coração do interior britânico", o projeto reabilitará um campo de pouso em desuso para apoiar uma crescente comunidade de colecionadores de automóveis clássicos.

De elefantes brancos a estruturas sustentáveis: a história das arquiteturas olímpicas

Acesso exclusivo | 

Para as cidades, sediar um evento olímpico é uma honra e uma oportunidade significativa de crescimento, mas também representa um desafio importante. Com mais de 200 nações participando dos Jogos, eles se destacam como a maior competição esportiva do mundo. No entanto, adaptar a infraestrutura pública e esportiva para acomodar o aumento repentino de pessoas e a escala desses eventos pode resultar em problemas após o encerramento, como estruturas subutilizadas conhecidas como "elefantes brancos". Apesar disso, as Olimpíadas incentivam transformações urbanas, levando as cidades a investir em melhorias em transporte, moradia e espaços públicos. Um exemplo marcante é Paris, que inaugurou sua primeira linha de metrô durante a segunda edição dos Jogos Olímpicos, em 1900.

Heatherwick Studio transformará a icônica BT Tower de Londres em um complexo hoteleiro

Em fevereiro deste ano, a rede hoteleira americana MCR Hotels adquiriu a icônica BT Tower em Londres. A torre, que está incluída na lista de patrimônio local, se localiza em Fitzrovia, no coração de Londres, e é um símbolo do passado recente da cidade. Anteriormente conhecida como Torre de Telecomunicações Britânica e Torres dos Correios, a BT Tower será transformada pelo Heatherwick Studio.

Democratização das práticas arquitetônicas: reestruturando empresas

Acesso exclusivo | 

O descontentamento entre os trabalhadores dos escritórios de arquitectura está no seu ponto mais alto, demonstrado no crescimento da sindicalização dos arquitectos nos EUA em resposta à falta de bem-estar geral na profissão. Este descontentamento pode ser em grande parte atribuído à natureza inerentemente exploradora das estruturas regulares dos escritórios de arquitetura, de cima para baixo, promovendo uma desconexão entre a direção que as empresas tomam e as pessoas que trabalham para torná-la possível. Nestes, a liderança assume frequentemente projectos que ultrapassam a capacidade financeira da empresa, com a expectativa de que o pessoal mal remunerado assuma o peso do trabalho através de horas extras não remuneradas. Nessas estruturas, os funcionários não são destinados a ser uma voz orientadora para a empresa, mas sim a serem explorados em prol do lucro. Então, quais são as maneiras de abordar essa desconexão? Está na hora de reestruturar as empresas para dar mais autonomia aos arquitetos? Quais são as formas de criar estruturas empresariais não hierárquicas?