
Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge como "Living on the Edge".
Estou no limite. Não emocional ou psicologicamente — embora esse pudesse ser o caso —, mas literal, física, espacial e geograficamente. Enquanto escrevo isto, estou sentado na varanda de um quarto de hotel em Miami Beach, com vista para o Oceano Atlântico. Atrás de mim está todo o estado da Flórida e, na verdade, todo o continente norte-americano. À minha frente: o calçadão, uma faixa estreita de areia e, depois, muita água — e quase nada mais entre aqui e a Mauritânia, uma distância de mais de 7.000 quilômetros (4.400 milhas).


