William Fulton

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Viver no Limite: Por que somos atraídos por lugares onde o construído faz fronteira com o natural

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Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge como "Living on the Edge".

Estou no limite. Não emocional ou psicologicamente — embora esse pudesse ser o caso —, mas literal, física, espacial e geograficamente. Enquanto escrevo isto, estou sentado na varanda de um quarto de hotel em Miami Beach, com vista para o Oceano Atlântico. Atrás de mim está todo o estado da Flórida e, na verdade, todo o continente norte-americano. À minha frente: o calçadão, uma faixa estreita de areia e, depois, muita água — e quase nada mais entre aqui e a Mauritânia, uma distância de mais de 7.000 quilômetros (4.400 milhas). 

Reparando o tecido urbano arruinado por rodovias

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Este artigo foi originalmente publicado no Common Edge.

Das colinas atrás da prefeitura de minha cidade adotiva, Ventura, na Califórnia, são menos de mil metros em direção ao sul até o Oceano Pacífico. Essa topografia restrita cria um centro urbano que é uma verdadeira joia: ruas convidativas, restaurantes, lojas, escritórios, residências, edifícios-garagem e um calçadão à beira-mar, tudo em cerca de oito quarteirões, gerando uma vida urbana vibrante que conecta o centro histórico à praia. 

Como o poder do lugar molda as cidades

Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge.

Há poucas perguntas mais poderosas que “de onde você é?”. As pessoas se sentem profundamente conectadas às cidades e se identificam com outras pessoas que sentem essa mesma conexão. Em outras palavras, tendemos a entender e vivenciar os lugares de uma forma muito pessoal.

No entanto, para entender o lugar – na verdade, para entender os assentamentos humanos em geral – é importante reconhecer que os lugares não são criados por acaso. Eles são criados com o propósito de promover uma agenda política ou econômica. Cidades melhores surgem quando as pessoas que as moldam pensam de forma mais ampla e consciente sobre os lugares que estão criando.