Mestrando pela FAUUSP, é arquiteto e urbanista pela UFSC e estudou na Universidade Politécnica de Valência durante a graduação. Colaborador do ArchDaily desde 2012, é editor de conteúdo, comunidade e redes sociais. Profissionalmente, também atua na área de expografia e cenografia.
Anualmente, realizamos uma chamada de trabalhos finais de graduação do nosso público aberta a todos os países lusófonos. Com isso, buscamos selecionar os projetos que consideramos os mais interessantes a fim de apresentar visões inspiradoras e debates para o campo da arquitetura e do urbanismo.
Ao projetar um edifício, um dos maiores desafios está em integrar sua base com o nível da rua. Para criar uma relação mais benéfica com a cidade, trazer olhos para a rua - como Jane Jacobs dizia - ou até mesmo configurar uma fachada ativa, diversas são as soluções empregadas por profissionais da arquitetura.
Num ano marcado pelo distanciamento físico, as redes sociais ganharam uma dimensão ainda maior nas formas de se relacionar com as pessoas e se informar. O Instagram do @archdailybrsuperou o seu número de alcance e em 2020 levou ao público não apenas projetos nacionais e portugueses, mas também os principais artigos e notícias do mundo da arquitetura.
Imagem de fundo: "Do arquipélago ao litoral: intervenções nos espaços públicos de borda da Vila Parolin" de Nícolas Marques de Oliveira, trabalho selecionado entre os melhores de 2019
Após ao menos cinco anos de estudos, chega o momento dos alunos de Arquitetura e Urbanismo fazerem seus trabalhos finais de graduação - chamados frequentemente de TCC, TFG ou Projeto de Final de Curso. Ao escolher o tema, os estudantes evidenciam projetos civis, urbanos ou teóricos que são de grande importância no momento de levantar um debate sobre o futuro de nossas cidades, do ambiente construído, da infraestrutura urbana, da mobilidade e tantos outros tópicos fundamentais para evoluir o modo como habitamos o espaço.
Um espaço que deixou de ter relevância puramente higiênica para ganhar certo protagonismo em alguns projetos, o banheiro se tornou um elemento indispensável nos mais diversos programas arquitetônicos, sejam público ou privado.
Compreender a relação entre o corpo e o espaço é fundamental para propor as mais diversas experiências que a arquitetura pode proporcionar. Para refletir sobre distintas escalas que abrangem o ofício do arquiteto, do edifício construído ao mobiliário, entrevistamos Marcelo Ferraz, sócio fundador do Brasil Arquitetura e da Marcenaria Baraúna. Aqui, sua perspectiva e experiência ilustram como o corpo e os símbolos que ele carrega em si são fundamentais no momento de pensar o projeto independentemente de sua escala.
Cinco anos após a realização da Empena Viva, Nitsche Arquitetos volta a ocupar artisticamente os arredores do Minhocão. Ao realizar a intervenção Eclipse, a partir de um gesto simples, a equipe pretende ilustrar os processos socioeconômicos e temporais que são colocados pelas dinâmicas urbanas de São Paulo.
Localizado em uma área marcada pela desigualdade e diversidade urbana, o edifício é uma afirmação ousada neste ambiente urbano e ajudará a desenvolver os bairros adjacentes.
Para além da relação com a sustentabilidade que a madeira pode oferecer quando bem manejada, suas características espaciais são muitas vezes relacionadas à sensação de aconchego que ela pode proporcionar. Entre tantos outros fatores positivos, um desenho de marcenaria bem executado pode trazer versatilidade e uma identidade única para o projeto de interiores.
A paisagem ao redor do ambiente construído pode fazer toda a diferença em um projeto. Os elementos naturais que são integrados na arquitetura ou projetados para compor com ela traçam um enorme diferencial na forma como experienciamos o espaço. Por isso, conceber projetos paisagísticos está longe de ser uma tarefa simples. Para trazer algumas referências de composições com a natureza e outros elementos que ajudam a configurar um lugar, reunimos 27 projetos contemporâneos brasileiros que partem desde simples gestos até outros que expõem a exuberância de nossa flora tropical.
Minhocão. Fotografia: Gonzalo Ibáñez / CC BY (https://creativecommons.org/licenses/by/2.0) via Wikimedia Commons
Em 1971 foi inaugurado o elevado João Goulart, o Minhocão. Alvo de críticas, objeto de estudo e um marco na cidade de São Paulo. Em 2014, seu uso passou a ter um destino fadado quando o Plano Diretor Estratégico apresentou uma lei específica para a sua desativação progressiva para automóveis, que deverá ser feita até 2029. Contudo, o final ainda é incerto: o que será dele quando isso acontecer, se tornará um parque ou será demolido?
Casa dos Cajueiros / Terra Capobianco + Galeria Arquitetos - Imagem Cortesia do 7º Prêmio Saint-Gobain de Arquitetura-Habitat Sustentável
Em sua 7ª Edição, o Prêmio Saint-Gobain de Arquitetura-Habitat Sustentável busca projetos e edificações que apresentem os aspectos do conforto, soluções inovadoras e ao mesmo tempo preservem o meio ambiente e promovam a sustentabilidade da construção civil brasileira.
Ao imaginar a cobertura de um edifício ganhando uso, dificilmente se pensa nas residências unifamiliares. Tornar habitável o último nível das construções nem sempre é uma opção ou destacado como uma possibilidade, assim, perde-se a oportunidade de criar espaços de contemplação e encontro, que permitem uma relação maior com o exterior e o próprio clima. Aqui reunimos 13 exemplos de terraços realizados em casas brasileiras que demonstram como este espaço pode ser utilizado independente de seu tamanho.
Após a doação do acervo completo de Paulo Mendes da Rocha à Casa da Arquitectura, em Portugal, houve uma grande discussão por parte dos brasileiros com um pesar em ver partir para Portugal a documentação física da obra intelectual e construída de Paulo Mendes da Rocha. Através de uma carta aberta divulgada hoje, o Diretor-Executivo da Casa da Arquitectura, Nuno Sampaio, propõe protocolos de colaboração institucional com entidades brasileiras.
O segredo de uma boa educação não reside apenas na didática do professor e em bons livros, o espaço de ensino que os estudantes frequentam também possui um grande peso no aprendizado deles, uma vez que requisitos de conforto acústico, térmico, lumínico e, até mesmo, paisagístico influenciam diretamente no comportamento e atenção de cada um. No Brasil, os projetos de escolas variam muito do setor privado ao público e em ambos é possível encontrar soluções de grande qualidade.
Abordar o contexto de ampliação das diferenças políticas e crescentes desigualdades econômicas. Um novo contrato espacial. Apreender como viveremos juntos. As indagações trazidas por Hashim Sarkis, curador da próxima Bienal de Veneza, podem levantar importantes questões sobre como a arquitetura atravessa e concretiza os conflitos sociopolíticos. Para compreender um ponto de vista descentralizado e que aponta para outras possibilidades além das impostas por um pensamento normativo, entrevistamos Tainá de Paula, arquiteta e mobilizadora comunitária em áreas periféricas.
Com a arquitetura vernacular como inspiração, Kathryn Larsen é uma biodesigner que trabalha com algas marinhas. Ao longo de sua carreira, ela tem feito uma investigação intensiva sobre tal material que há séculos é utilizado ao redor do mundo e já comprovou ter resistência à podridão e ao fogo, ser livre de composições tóxicas, com características de isolamento comparáveis à lã mineral e possuir um enorme aporte sustentável. Sua pesquisa busca trazer tal componente para o desenvolvimento de pré-fabricação e outras tecnologias que permitem a criação de novos revestimentos e outros elementos, tais como mantas isolantes e painéis acústicos.
Durante o último Festival do Design Indaba, tivemos a oportunidade de entrevistar Kathryn. Leia a entrevista e saiba mais sobre seu trabalho abaixo.
Hoje em dia, museus de arquitetura, galerias, editoras, fundações e laboratórios experimentais dispõem de salas para mostrar seus bastidores, fomentando debates e propostas sobre o futuro da arquitetura. Tudo isso faz parte do Future Architecture Rooms, projeto lançado no início desta semana na Future Architecture Platform que apresenta uma coleção de espaços online, cada um deles hospedado por uma instituição e um membro da plataforma. Conversamos com a curadora do conceito, Anastassia Smirnova (SVESMI), para compreender melhor como surgiu a ideia por trás deste projeto e quais inovações ele pode trazer para a forma de se trabalhar com exposições e arquitetura.