Mestrando pela FAUUSP, é arquiteto e urbanista pela UFSC e estudou na Universidade Politécnica de Valência durante a graduação. Colaborador do ArchDaily desde 2012, é editor de conteúdo, comunidade e redes sociais. Profissionalmente, também atua na área de expografia e cenografia.
Um dos principais ícones da arquitetura paulista, Vilanova Artigas, completou seu centenário nesta semana. Sua família planejou uma homenagem para comemorar os 100 anos do arquiteto através de uma exposição, dois livros, acervo digital e o documentário: “Vilanova Artigas: o arquiteto e a luz”.
Hoje se celebra o 84º aniversário do arquiteto português Álvaro Siza, em sua homenagem reunimos todos os projetos que já foram publicados no ArchDaily Brasil, dos projetos mais clássicos, passando por obras recentes e até mesmo por edifícios em construção.
O coletivo Arquitetas Invisíveis convida pesquisadores, estudantes e artistas interessados nas reflexões que relacionam a arquitetura em suas diversas escalas com a questão de gênero, nos variados campos disciplinares, para participar da chamada de trabalhos que irá compor a edição nº 1 da Revista Arquitetas Invisíveis.
A participação dos “torna-viagem” na formação da vanguarda artística portuguesa – a que se convencionou chamar futurista ou modernista – não é evidente. Mas estes novos-ricos dos alvores do século XX sempre tiveram grande disponibilidade para a ruptura, aceitando a importação do internacional como fator diferenciador e testemunha de sucesso na representação do seu regresso à terra natal. Nas Casas de Brasileiro que construíram – não só nas principais cidades e vilas mas também nas pequenas povoações do espaço rural – adotaram soluções inovadoras e requintadas. Muitas vezes, estas obras resultaram da intervenção de projetistas escolhidos pelo seu prestígio como construtores ou artistas capazes de responder às exigências de modernidade destes proprietários enriquecidos, conhecedores do conforto oferecido pelo mundo em transformação.
Este livro trata destas casas que, dispersas no território, se tornaram marcas da variante moderna do romantismo europeu na produção arquitetônica. Em Portugal, suportadas pelos excedentes de dinheiro vindo do Brasil, ou de África (e raramente da América do Norte), e promovidas por clientes disponíveis e colaborativos, constituíram oportunidades imensas de trabalho para os arquitectos. A narrativa histórica da arquitectura portuguesa nos alvores da modernidade também terá de ser feita para além das grandes cidades, num território onde a casa do “torna-viagem” é um elemento fundamental.
Frank Lloyd Wright, considerado "o maior arquiteto americano de todos os tempos" segundo o American Institute of Architects, completaria seu 148° aniversário na semana passada. E em sua homenagem, nesta semana apresentamos o documentário completo: “Frank Lloyd Wright – El arte de construir”.
Nos trópicos a luz do sol incide de forma generosa. Os elementos vazados desenham a sombra nos pisos e paredes, um efeito que transforma todo o ambiente para quem o vê desde o exterior e interior. Durante as estações e ao longo dos dias essa luz natural surge de diferentes formas como um componente que sobrevém na Arquitetura. No decorrer da noite, a luz artificial atravessa os pequenos vãos do interior para o exterior, tornando a arquitetura uma espécie de luminária urbana que interage com as sombras de seus usuários e mobiliário.
Além de sua função, o cobogó traz consigo certa poética ao projeto de arquitetura. Decidimos destacar esta criação brasileira, escrever brevemente sobre sua história e apresentar uma seleção de projetos que adotam este elemento.
O cineasta Steve Ramsden se atentou a semelhanças nos enquadramentos feitos por Stanley Kubrick e Wes Anderson nos filmes "O Iluminado" e "O Grande Hotel Budapeste". Ao editar e misturar cenas de ambos os filmes, Steve criou o vídeo "The Grand Overlook Hotel", criando um terceiro hotel e um novo roteiro que combina cenários, personagens e diálogos criados pelos grandes diretores.
A RG21 é uma caixa de jóias singular pelo seu tamanho, pela sua funcionalidade e pelos materiais em que é construída. Rui Grazina reduziu a sua dimensão ao mínimo e atribuiu-lhe cinco faces utilizáveis com o mesmo número de gavetas, todas elas de diferentes formatos e funções. Tem como dimensões 18x18x18cm.
Português de nacionalidade e criado na Venezuela, Manuel Pita, também conhecido como "Sejkko", é um cientista que expressa sua criatividade no Instagram. Suas fotos compõem figuras conceituais ligadas às dimensões do espaço e do tempo.
Nós já apresentamos um artigo sobre Laranja Mecânica de Stanley Kubrick e suas notáveis locações. Em relação a este tema, nos deparamos com o trabalho de Herve Attia, um arquiteto americano que tem como objetivo buscar e registrar as locações reais dos grandes clássicos do cinema.
Sob esta premissa, Attia viajou para Londres onde pôde capturar com sua câmara o estado atual das ruas e edifícios onde foram filmadas as cenas mais importantes do filme de 1971.
O resultado de sua viagem pode ser visto no vídeo acima e a lista de locações registradas, abaixo.
Why Density? é um conjunto de ferramentas para construir uma cidade adensada elaborada pelo a+t research group. São conceitos práticos a nível urbano aplicados a edifícios residenciais concretos. Todas as ilustrações foram realizadas especialmente para esta publicação.
Neste documentário, o arquiteto Thiago Bernardes repassa os principais sucessos da vida laboral e familiar de seu brilhante e polêmico avô Sérgio Bernardes, incluindo material iconográfico e audiovisual exclusivo, parte da coleção pessoal de manuscritos, desenhos técnicos e croquis do arquiteto.
Roteiros de Arquitectura Contemporânea - Porto e Norte de Portugal é um pequeno livro sobre obras arquitetônicas na área norte de Portugal (e Galiza). Este livro é para arquitetos e para amantes de arquitetura que pretendam conhecer e saber um pouco mais sobre algumas obras importantes da região.
Dando sequência à coletânea Uma nova agenda para a arquitetura: Antologia teórica 1965-1995 (Cosac Naify, 2006) organizada por KateNesbitt, o livro O campo ampliado da arquitetura: Antologia teórica 1993-2009 de A. Krista Sykes procura atualizar o debate sobre a teoria arquitetônica tanto do ponto de vista dos temas que têm animado arquitetos, teóricos, historiadores, críticos e estudiosos em geral, quando do ponto de vista disciplinar, ou seja, das definições, objetivos e sentidos da teoria em arquitetura. Para Sykes, nas antologias que a precederam – incluindo aí, também, Architecture Theory Since 1968 (MIT Press, 1998), de K. Michael Hays – prevaleceu um tipo de teoria, nomeada crítica, de natureza polêmica, comprometida com orientações políticas e éticas explícitas, que tinha como objetivo central avaliar omundo construído e suas relações com a sociedade para então estimular mudanças por meio da (e na) arquitetura.
Na Europa e nos EUA, a partir de meados dos anos 1960, as objeções à ideologia do movimento moderno se avolumaram e proliferaram rapidamente, incitando novas reflexões e questionamentos não apenas sobre o movimento, como também sobre a própria disciplina arquitetônica. A crítica que se constituiu a partir daqueles anos, dedicada ao reexame da disciplina e da modernidade cultural em curso, foi influenciada por paradigmas externos à arquitetura, provenientes da literatura, da filosofia e da psicanálise e caracterizou-se pela pluralidade e inexistência de um tópico ou ponto de vista predominante. Décimo título da coleção Face Norte , "Uma nova agenda para a arquitetura", organizada pela professora norte-americana Kate Nesbitt, procura justamente recuperar a multiplicidade de temas e questões teóricas propostos nesse momento, examinando o pós-modernismo sob a perspectiva de um período histórico que, ao mesmo tempo, mantém uma relação específica com o modernismo e lança uma nova variedade de temas relevantes para a reflexão cultural.
“A população paulista espera há décadas para reutilizar o rio Tietê, como sua limpeza é cada vez mais inviável, buscamos dar um novo uso ao rio”, é com estas palavras que o vereador responsável pelo projeto defende a implantação das casas flutuantes no rio durante todo o eixo da Marginal Tietê.
Organizado por Guilherme Wisnik, o volume reúne uma seleção de textos de Mário Pedrosa sobre arquitetura, para cuja crítica no Brasil o autor teve um papel seminal. Pedrosa foi o primeiro a situar a arquitetura como a arte verdadeiramente moderna do país, livre do nacionalismo e do primitivismo que predominavam na pintura, na literatura e na música ditas modernistas. Herdeira direta das vanguardas construtivas europeias, a arquitetura, escreve, “arrebata o bastão da liderança” entre as artes no Brasil, tornando-se não apenas um fenômeno cultural da mais alta importância, mas também uma poderosa aliada na batalha pela abstração no campo das artes visuais como um todo. O crítico que iniciara a carreira nos anos 1920 voltado para a literatura, migrando na década seguinte para as artes plásticas, decidiu, nos albores dos anos 1950, atuar no campo da arquitetura – os textos reunidos foram em grande parte no fim da década de 1950 e começo dos anos 1960 na coluna “Artes Visuais” que mantinha no Jornal do Brasil. Não por acaso, a “síntese das artes” que Pedrosa prefigura na epopeia de Brasília, e que se torna uma de suas grandes apostas, deveria ser conduzida e filtrada pelo urbanismo.