Shumi Bose

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Um olhar sobre o movimento arquitetônico "High Tech" do final do século XX

Do ponto de vista histórico, visitar uma obra arquitetônica de grande relevância representa apenas uma fração do que é necessário para compreender sua importância. O contexto é crucial: cada projeto responde tanto à sociedade ao seu redor quanto ao terreno que ocupa, além de representar uma síntese de precedentes e um ponto de inspiração para obras futuras. Conforme destacado recentemente na Metropolis Magazine, essas dinâmicas assumem o papel principal em uma nova exposição em cartaz no seminal Sainsbury Centre for Visual Arts de Norman Foster, um marco contemporâneo construído em 1978 no campus da University of East Anglia em Norwich, Inglaterra. Intitulada Superstructures: The New Architecture: 1960–1990, a mostra explora as principais tendências no projeto de edifícios do pós-guerra no século XX, destacando o contexto histórico do próprio Sainsbury Center por ocasião do 40º aniversário do edifício do museu.

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Adaptação cinematográfica de "High-Rise" de Ballard oferece visão distópica do mundo

Este artigo foi originalmente publicado na Metropolis Magazine como “Dystopia in the Sky."

Para arquitetos, se eu posso generalizar toda uma comunidade profissional, existem poucos novelistas louvados como J.G. Ballard. Borges ou Calvino possuem sua significante porcentagem de admiradores, emprestando um adjetivo usado para descrever edifícios, Ballard é o mais icônico das figuras literárias - especialmente para os fãs de concreto. Tendo testemunhado a guerra enquanto criança, recebido treinamento em medicina, e posteriormente escrevendo a partir de um subúrbio de classe média, Ballard escreveu textos sobre a vida urbana que continuam a ser visceralmente desconfortantes.