Romullo Baratto

Romullo Baratto é arquiteto, doutor em arquitetura pela FAUUSP e Gerente Editorial do ArchDaily Global. Coordenou a equipe editorial da 11ª Bienal de Arquitetura de São Paulo em 2017 e atuou como Gerente Editorial do ArchDaily Brasil entre 2019 e 2024, período em que a plataforma conquistou o Prêmio FNA, tornando-se o primeiro veículo de mídia a receber a honraria. Colaborou na edição do livro "Concrete Jungle", publicado pela gestalten, e foi responsável pela curadoria de exposições de arquitetura no Brasil, Chile, Dinamarca e Itália, além de ter realizado palestras e moderações de debates na Espanha, Estados Unidos e Portugal. Sua tese de doutorado, intitulada "Comoções", investiga as paisagens urbanas de São Paulo a partir do cinema. Seu trabalho articula pesquisa acadêmica e prática editorial, comunicando a arquitetura por meio de textos, entrevistas, curadoria e fotografia. Siga no Instagram @romullobf.

NAVEGUE POR TODOS OS PROJETOS DESTE AUTOR

“Cidades do futuro já estão em construção”, diz especialista em mobilidade

Para o indiano Yeswant Abhimanyu, de 27 anos, especialista em cidades inteligentes, as gerações mais jovens já estão empregando alguns conceitos da cidade do futuro, com menos carros e mais transporte compartilhado, e essa nova forma de planejamento urbano tem gerado uma série de oportunidades de negócios – desde o uso cada vez maior de aplicativos de transporte à volta do mercadinho de bairro.

"De muitas formas, as cidades do futuro já estão em construção. Os jovens estão bem próximos desses conceitos, querem ser parte da solução e não contribuir para o agravamento dos problemas urbanos. Paralelamente, assistimos em todo o mundo, inclusive no Brasil, ao envelhecimento gradativo da população. Vai ser preciso haver uma mudança em como as cidades serão desenhadas para seus moradores."

MuBE inaugura a exposição "Pedra no Céu – Arte e Arquitetura de Paulo Mendes da Rocha"

O Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia – MuBE, inaugurou recentemente a exposição Pedra no Céu – Arte e Arquitetura de Paulo Mendes da Rocha com mais de 50 obras de 25 artistas consagrados como Caio Reisewitz, Carmela Gross, Cildo Meirelles e Iran do Espírito Santo. Com curadoria de Cauê Alves e Guilherme Wisnik, a mostra traça um paralelo entre arte e a arquitetura de Paulo Mendes da Rocha, autor do projeto do MuBE.

A exposição pretende apontar vínculos entre arte e o legado da arquitetura brutalista de São Paulo. A clareza e a concisão do edifício do MuBE surgem tanto como continuidade de pesquisas anteriores do arquiteto, quanto como desdobramentos exigidos pela singularidade do projeto. Pedra no Céu também explora as relações entre o museu e a produção contemporânea do arquiteto, seja a partir de contrastes ou de consonâncias.

Utopia/Distopia – Mudança de Paradigma | no MAAT

Utopia/Distopia com curadoria de Pedro Gadanho, João Laia e Susana Ventura é a primeira “exposição-manifesto” no novo edifício do MAAT. Estabelecendo um diálogo com os projetos site-specific da Galeria Oval do museu, estas exposições coletivas apresentam obras de artistas e arquitetos que, nas respetivas áreas, têm contribuído para uma compreensão profunda e uma reflexão crítica sobre temas cruciais do presente. Evocando o 500.º aniversário da publicação da obra Utopia de Thomas More, a exposição centra-se nos conceitos de utopia e distopia e na forma como a dicotomia entre ambos reflete uma época de aceleração paradoxal, em que a ansiedade e o otimismo coexistem.

Vídeo: Ecocubo, uma alternativa para o turismo natural em Portugal

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O projeto Ecocubo consiste num equipamento com 9 metros quadrados, imóvel, funcionalmente flexível e sustentável, que utiliza materiais ecológicos e de origem portuguesa em sua construção, com elementos pré-fabricados personalizáveis, de simples e rápida execução.

António Fernandes, arquiteto responsável pelo projeto, pretende criar uma nova oferta para o turismo natural e promover assim uma experiência única. A estrutura do Ecocubo, de fácil transporte, permite ocupar temporariamente lugares privilegiados, oferecendo um contacto mais intimista com a natureza, reitera Filipe Brito, cofundador da empresa.

OldNYC: Um mapa do passado de Nova Iorque

Abaixo da superfície atual que cada cidade mostra ao mundo, há sombras da cidade de outros tempos. Em alguns lugares - Roma é um bom exemplo - essa cidade fantasma do passado vive lado a lado com a atual. Em outros, como Nova Iorque, está mais oculto, embora possa mostrar-se em lugares surpreendentes.

O website OldNYC revela a cidade de Nova Iorque de outrora. A cartografia é o trabalho do engenheiro de software Dan Vanderkam, que mapeou cerca de 40.000 fotos da coleção da Biblioteca Pública de Nova Iorque, oferecendo ao usuário a possibilidade de clicar em uma esquina aleatória e ver o que antes havia lá.

ProAcústica lança manual sobre ruídos em edificações habitacionais

Esclarecer e orientar os principais pontos sobre como viabilizar um projeto residencial de acordo com a classe de ruído estabelecida pela Norma de Desempenho NBR 15.575 é a proposta do Manual ProAcústica para Classe de Ruído de Edificações Habitacionais. Uma iniciativa da ProAcústica (Associação Brasileira para a Qualidade Acústica), a publicação será lançada no dia 6 de abril, em São Paulo.

Odile Decq: "Mais de 50% dos estudantes são mulheres, e desaparecem depois de formadas"

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Em março deste ano aconteceu a quarta edição do MEXTRÓPOLI Festival Internacional de Arquitectura y Ciudad na Cidade do México. Por ocasião do festival, tivemos a oportunidade de conversar com Odile Decq, arquiteta fundadora do Studio Odile Decq e da escola de arquitetura CONFLUENCE INSTITUTE, que desde 2015 recebe alunos do mundo todo em Lyon, França.

Decq comentou conosco sobre a intenção por trás do uso da cor nos projetos que caracterizam seu estúdio, a motivação para fundar seu próprio instituto de arquitetura e os desafios que as mulheres ainda enfrentam para se posicionar no campo profissional. A arquiteta está convencida de que, para atingir a igualdade de gênero na arquitetura, é necessário colocar o tema em debate. 

As capitais brasileiras onde mais tempo se leva para ir ao trabalho

Os usuários do transporte público no Grande Recife e em Brasília demoram um tempo precioso se deslocando de casa para o trabalho e vice-versa. Por dia, em média, são gastos 96 minutos, revela o Relatório do Transporte Público 2016, divulgado pelo Moovit, aplicativo voltado à mobilidade urbana que tem 55 milhões de usuários. Nesta pesquisa, foram avaliadas dez cidades brasileiras.

A capital pernambucana ainda aparece em terceiro lugar quanto ao maior tempo de espera pelo ônibus, metrô ou outro modal (27 minutos), atrás somente de Brasília (33) e Salvador (28). 

Jaime Lerner: "Brasileiro fica encantado com cidades europeias, mas não reproduz soluções aqui"

O urbanista Jaime Lerner, conhecido pelas soluções que levaram Curitiba a ser considerada "cidade modelo" na década de 1990, defende uma revisão da concepção de cidade pelo poder público e pelos brasileiros que vivem em áreas urbanas. Em entrevista à BBC Brasil, o arquiteto diz que o encantamento dos brasileiros com cidades no exterior se dá por soluções que nem sempre são bem-vindas quando aplicadas no Brasil, como a ênfase no transporte público e na bicicleta como meio de transporte e a convivência de populações de diferentes perfis socioeconômicos nos mesmos bairros.

"Ele [o brasileiro] fica encantado, mas não reproduz as soluções aqui. Quando chega de volta ao Brasil, volta a querer separar, dar prioridade ao automóvel, volta a se entregar a soluções que não vão fundo no problema", afirma o ex-prefeito de Curitiba (1971-1974, 1979-1983 e 1989-1992) e ex-governador do Paraná (1995-2002).

Como as coisas habitam os espaços? Oficina Casa de Vidro + Capela do Morumbi

A oficina "Como as coisas habitam os espaços?" propõe a observação e o diálogo sobre as formas de ocupação do espaço interno da Casa de Vidro com mobiliários, obras de arte e outros objetos em exposição para inspirar e criar intervenções temporárias na Capela do Morumbi.

Filme "Era o Hotel Cambridge" mescla ficção e realidade ao mostrar ocupação em antigo edifício em São Paulo

Após ser exibido em dezenas de festivais, Era o Hotel Cambridge, da diretora Eliane Caffé estreou em circuito comercial no dia 16 de março. O filme narra a trajetória de refugiados recém-chegados ao Brasil que, juntos com trabalhadores sem-teto, ocupam um velho edifício abandonado no centro de São Paulo. Em meio à tensão diária da ameaça do despejo, revelam-se dramas, situações cômicas e diferentes visões de mundo. 

A direção de arte do filme foi feita em parceria com alunos da Escola da Cidade, uma experiência pedagógica e artística que explorou as fronteiras entre arquitetura e cinema e entre arte e educação.

Última semana para visitar a exposição que celebra os 60 anos do projeto de Lucio Costa para Brasília

Há 60 anos, Lucio Costa propôs uma cidade em forma de avião. Em 16 de março de 1957, a banca responsável por escolher o plano arquitetônico de Brasília assinou o documento que autorizava a execução do projeto apresentado pelo arquiteto, que elevou seu nome a um dos sinônimos da capital federal. A proposta apresentada pelo urbanista desbancou 26 projetos.

Para celebrar a data, o Arquivo Público do Distrito Federal exibe a exposição gratuita “A cidade que inventei” na Câmara Legislativa até 30 de março. A mostra reúne painéis de 2,5 metros de largura por 1,3 metro de altura, e apresenta croquis, frases e desenhos do arquiteto, além de fotos da construção da cidade na década de 1950.

Eduardo Souto de Moura recebe o Prêmio Piranesi de Carreira

O arquiteto Eduardo Souto de Moura receberá hoje, na Casa da Arquitetura - Acquario Romano, em Roma, o Piranesi Prix de Rome 2017, um prêmio de carreira atribuído pela Academia Adrianea de Arquitetura e Arqueologia Onlus. O arquiteto receberá o prêmio esta tarde em uma cerimônia na Casa da Arquitetura - Acquario Romano, onde dará uma palestra sobre os momentos mais importantes da sua carreira, iniciada nos anos de 1980.

As melhores cidades do mundo para se viver (e porque as brasileiras estão mal colocadas)

A consultoria estadunidense Mercer, dedicada a pesquisas nas áreas de "talentos, saúde, aposentadoria e investimentos", divulgou os resultados de seu Ranking 2017 de Qualidade de Vida, uma lista anual que elenca as melhores cidades do mundo para se viver.

Cidades da Europa ocidental dominam a lista das cidades com os maiores índices de qualidade de vida, com Viena permanecendo na primeira colocação pelo oitavo ano consecutivo. A infraestrutura urbana desempenha um importante papel na escolha das empresas para os novos locais de suas filiais, assim, este tópico se destaca em uma lista individual que teve o primeiro lugar ocupado por Singapura este ano. 

Vídeo: Palestra com Carrilho da Graça no MCB

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O Museu da Casa Brasileira, instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, apresenta a exposição Carrilho da Graça: Lisboa, onde o arquiteto explora o território e sua topografia como a base de seus trabalhos.

Carrilho da Graça trabalha em escritório próprio desde que se formou na Escola Superior de Belas-Artes em Lisboa. Ao conjunto da sua obra foram atribuídos diversos prêmios, como o prêmio Aica (Associação Internacional dos Críticos de Arte) em 1992, a Ordem de Mérito da República Portuguesa em 1999, o prêmio da Bienal Internacional da Luz – luzboa em 2004, o título de “Chevalier des arts et des lettres” pela república francesa em 2010, o “Prêmio Pessoa” em 2008.

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Como representar a arquitetura (depois de construída)?

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Representações de arquitetura podem servir a diferentes propósitos. Artur Rozestraten em um artigo intitulado Representação do projeto de arquitetura: uma breve revisão crítica, diz que existe uma acepção muito comum de “representação como o substituto de algo ausente” [1]. O autor continua, dizendo que: “No universo da arquitetura e do urbanismo convencionou-se designar como representações as imagens (desenhos e fotografias) e os modelos tridimensionais, que se colocariam como instâncias intermediárias – físicas (gráficas ou tridimensionais) – entre o mundo mental e a materialidade dos objetos construídos.” [2]

As representações, como “instâncias intermediárias”, podem tanto apresentar pela primeira vez algo que ainda não existe (ou que existe apenas enquanto imaginação), como é o caso de um projeto de arquitetura que ainda não foi construído e transformado em realidade concreta, ou reapresentar uma obra já construída, como por exemplo uma fotografia ou filme de um edifício ou paisagem.

Jardim vertical substituirá grafite apagado na Avenida 23 de Maio em São Paulo

A prefeitura de São Paulo iniciou a instalação de um jardim vertical na Avenida 23 de Maio, na Zona Sul da cidade. As plantas substituirão o grafite São Paulo Antiga, de Eduardo Kobra, que foi apagado na gestão Doria. O jardim será instalado em paneis de feltro que já começaram a ser colocados. A previsão é a de que as obras fiquem prontas em até 30 dias. Segundo a Prefeitura, o nome do projeto é Muros Verdes e começou a ser instalado semana passada.

O projeto está sendo construído com verba de uma construtora que, em 2009, desmatou uma área de 10 mil metros quadrados no Morumbi para construir um condomínio de três torres residenciais no terreno. Para poder derrubar as árvores, a construtora fechou um plano de compensação ambiental.

IAB-RJ debate gestão integrada de projetos, construção sustentabilidade e inovação

Estimativas da Organização Internacional do Trabalho apontam que, até o final de 2017, existirão no Brasil 13,6 milhões de desempregados. Apesar do cenário tenebroso, os setores de arquitetura e da construção buscam, cada vez mais, por profissionais capazes de atuar em ambientes integrados de processos, com o mínimo de desperdício e baixo impacto ambiental. Para entender as exigências do mercado, o IAB-RJ promove, na terça-feira, 21 de março, às 18h30, o debate “Gestão Integrada de projetos e construção, sustentabilidade e inovação”. O evento, aberto ao público, ocorrerá no auditório da sede do Departamento, no Flamengo.