Romullo Baratto é arquiteto, doutor em arquitetura pela FAUUSP e Gerente Editorial do ArchDaily Global. Coordenou a equipe editorial da 11ª Bienal de Arquitetura de São Paulo em 2017 e atuou como Gerente Editorial do ArchDaily Brasil entre 2019 e 2024, período em que a plataforma conquistou o Prêmio FNA, tornando-se o primeiro veículo de mídia a receber a honraria. Colaborou na edição do livro "Concrete Jungle", publicado pela gestalten, e foi responsável pela curadoria de exposições de arquitetura no Brasil, Chile, Dinamarca e Itália, além de ter realizado palestras e moderações de debates na Espanha, Estados Unidos e Portugal. Sua tese de doutorado, intitulada "Comoções", investiga as paisagens urbanas de São Paulo a partir do cinema. Seu trabalho articula pesquisa acadêmica e prática editorial, comunicando a arquitetura por meio de textos, entrevistas, curadoria e fotografia. Siga no Instagram @romullobf.
Estão abertas as inscrições para o 5ºPrêmio Saint-Gobain de Arquitetura – Habitat Sustentável, considerado uma das principais premiações do mercado de construção civil do Brasil. Profissionais e estudantes de arquitetura podem se inscrever pelo site entre os dias 24 de agosto e 02 de novembro.
Montagem com fotografia do Edifício Montreal feita por Gabriel de Andrade Fernandes, via Flickr. Licença CC BY-SA 2.0
Com mais de uma dezena de projetos construídos em São Paulo, Oscar Niemeyer é lembrado por ter interferido na paisagem paulistana com obras como o Copan, o Parque do Ibirapuera (e seus edifícios) e o Memorial da América Latina, entretanto, algumas joias do mestre da arquitetura moderna brasileira continuam pouco conhecidas - ao menos para o público em geral.
A fiscalização do Conselho de Arquitetura e Urbanismo da Paraíba (CAU/PB) advertiu uma estudante da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) por prática de exercício ilegal da profissão. A estudante em questão prestava serviços de arquitetura e divulgava em postagens nas suas redes sociais sem ter concluído a graduação em Arquitetura e Urbanismo. Tal prática infringe a legislação que rege a profissão pois a estudante não dispõe dos requisitos legais para a atuação profissional garantida pela Constituição Federal e regulamentada pela Lei 12.378 de 2010.
Quando se pensa em arquitetura no cinema alguns nomes conhecidos vêm logo à mente: Michelangelo Antonioni, Wim Wenders, Jacques Tati, Wes Anderson, entre diversos outros que lançam, através de seus filmes, um olhar sobre a arquitetura que é, sem dúvida, digna de atenção por parte dos arquitetos.
Entretanto, raros são os cineastas que dedicam suas obras exclusivamente à arquitetura, ao objeto construído, inserido em seu contexto - seja urbano, suburbano ou rural. Mesmo que se argumente que, em Playtime, Tati atribua à arquitetura uma importância que não se limita ao pano de fundo; e mesmo que em Metropolis de Fritz Lang a imagem da cidade distópica seja, talvez, a que mais perdure na memória de quem assistiu à película, a narrativa destes filmes não se limita à arquitetura (ou à cidade), mas envolve personagens, diálogos, trilha sonora e todas as tensões estabelecidas por esses elementos.
Os espaços públicos estão, cada vez mais, sendo valorizados pelos seus habitantes. Sua importância reside no que é essencial para a vitalidade do espaço urbano e que determina a qualidade de vida de seus habitantes.
O valor dos acontecimentos que se desenvolvem no espaço público é tão importante que é responsável pela construção da vida pública das cidades. Este conceito, “vida pública”, tem sido o objeto de pesquisa do Gehl Institute, estabelecido em 2015 em Nova Iorque pelo estudio Gehl do reconhecido arquiteto e urbanista Jan Gehl, devido aquilo que, no seu ponto de vista, deveria ser prioridade para todos os prefeitos do mundo.
Restam cinco dias para a campanha de financiamento coletivo para finalizar o documentário de 30 anos do Movimento Sem Terra Leste 1, um movimento de moradia da Zona Leste da cidade de São Paulo.
Em 1987, esse movimento surge para encampar a luta de famílias já unidas em torno de uma demanda central de acesso à cidadania: a moradia. Sem que essa questão esteja plenamente resolvida, isto é, quando não temos como pagar a habitação e/ou vivemos em condições de precariedade, grande parte dos outros direitos se tornam inacessíveis. A história de formação desse movimento é tão forte e importante para uma mais ampla compreensão da construção dessa cidade tal como a conhecemos hoje.
Em entrevista ao portal A Vida no Centro, Paulo Mendes da Rocha, responsável pelo projeto do Sesc 24 de Maio, o mais novo atrator urbano da região central de São Paulo, afirma que o frequente discurso de insegurança e medo associados ao centro das grandes cidades é fruto do medo da liberdade por parte de quem aceita e reforça esse discurso.
Indagado sobre o porquê de sua predileção pelo centro de São Paulo, o arquiteto disse que "a vida urbana, de um modo geral, é a coisa mais livre que pode existir para um homem hoje, no mundo. É viver nas áreas centrais das cidades. Tanto que você pode dormir na rua. Este dito medo das áreas centrais é justamente de quem tem medo da liberdade. Tem gente que tem pavor desta liberdade."
O Departamento do Rio de Janeiro do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-RJ) e a GloboNews promovem a exibição do documentárioCopan 60 Horas. O filme mostra a rotina do histórico edifício de Oscar Niemeyer localizado no centro de São Paulo, que funciona como uma pequena cidade dentro da metrópole.
Após a exibição, haverá um debate com a jornalista Cristina Aragão e com os arquitetos Rodrigo Mindlin Loeb e Bruno Tropia.
Com a abertura do Sesc 24 de Maio, localizado no centro de São Paulo e projetado por Paulo Mendes da Rocha em parceria com o escritório MMBB, compartilhamos um vídeo publicado pela Escola da Cidade em 2014 em que a arquiteta Marta Moreira explica o processo de projeto e construção da mais nova unidade do Sesc São Paulo.
A Escola da Cidade compartilhou conosco mais um vídeo do seu Baú da Escola. Desta vez o convidado é o professor Carlos Guilherme Mota, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, que profere uma palestra no Seminário de Cultura e Realidade Contemporânea sobre "Vilanova Artigas e a história".
Na palestra, Mota conta sua experiência de docente ao lado de Artigas na época da ditadura militar no Brasil.
Em países cuja urbanização ocorreu predominantemente no século XX sob a influência dos dogmas do movimento moderno, como o caso do México, Argentina , Brasil, percebe-se que a arquitetura moderna ainda se define como uma tradição e orienta parte da produção arquitetônica atual. Nesses países, em especial ao que concerne o Brasil, a normativa moderna, entendida como uma tendência de preceitos universais foi sabiamente reinterpretada, destacando-se a princípio com as obras da Escola Carioca e posteriormente da Escola Paulista Brutalista, carregadas de uma linguagem própria tornou-se base da constituição da identidade nacional.
O Observatório é um grande arquivo em processo, que se origina no estúdio da 11ª Bienal de Arquitetura de São Paulo, cujo objetivo é mapear, articular, evidenciar e democratizar formas de ação, construção e documentação da cidade, que representem um conhecimento sobre a utilidade pública da Arquitetura. Através dessa iniciativa, a 11ª Bienal de Arquitetura deixará seu legado para a cidade, coletivizando o acesso e debate sobre determinadas iniciativas de transformação urbana.
Esse inventário chamado Observatório oferece um conjunto de instrumentos para discutir, editar e transformar a cidade, cuja linguagem sintética e acessível possibilita a participação de um público mais amplo, não restrito ao campo arquitetônico, e sugere uma ampliação do imaginário sobre a cidade, construído coletivamente. Tem o objetivo de reconhecer ações pontuais, que ocorrem em diferentes circunstâncias, mas que apontam questões estratégicas para se pensar a metrópole contemporânea. Reúne exemplos de projetos e ações que aconteceram nos últimos dez anos em São Paulo, no Brasil e no mundo.
Após meses de espera e intensa divulgação da mídia, foi inaugurado no último sábado, 19 de agosto, no centro de São Paulo, o Sesc 24 de Maio, a mais nova unidade da rede.
Projetado por Paulo Mendes da Rocha em parceria com o escritório MMBB, o projeto intervem em uma antiga loja de departamentos, transformando os espaços internos a partir da estrutura existente e criando uma nova estrutura central que suporta a piscina na cobertura do edifício.
Dos últimos cinco anos para cá, diferentes cidades em todo o mundo começaram a perceber que é mais fácil e saudável para seus habitantes viverem sem automóveis. Dos incontáveis benefícios para meio ambiente ao aumento da segurança viária, livrar-se dos carros particulares parece uma solução cada vez mais viável (e necessária) nos centros urbanos.
Oslo, na Noruega, é uma das pioneiras desta tendência mundial e em 2015 anunciou que baniria os automóveis com motor à combustão do centro da cidade. Após protestos por parte dos comerciantes (algo que frequentemente acontece nessas situações) o conselho municipal propôs uma solução: em vez de banir os carros, tornar cada vez mais difícil o acesso ao centro com a exclusão dos estacionamentos.
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - Iphan divulgou esta semana a proposta vencedora de um concurso para selecionar o emblema do Patrimônio Cultural Brasileiro. A proposta foi apresentada no dia 16, um dia antes do Dia do Patrimônio Cultural no Brasil e véspera também do aniversário de 80 anos do Iphan.
Mais de 280 propostas foram enviadas para o concurso do emblema do patrimônio cultural. Os trabalhos foram avaliados por um júri composto por representantes de diversas instituições parceiras do Iphan: UNESCO, ICOMOS, Associação dos Designers Gráficos do Brasil, Associação Brasileira de Antropologia (ABA), Sociedade de Arqueologia Brasileira (SAB), Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) e Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB).