Romullo Baratto é arquiteto, doutor em arquitetura pela FAUUSP e Gerente Editorial do ArchDaily Global. Coordenou a equipe editorial da 11ª Bienal de Arquitetura de São Paulo em 2017 e atuou como Gerente Editorial do ArchDaily Brasil entre 2019 e 2024, período em que a plataforma conquistou o Prêmio FNA, tornando-se o primeiro veículo de mídia a receber a honraria. Colaborou na edição do livro "Concrete Jungle", publicado pela gestalten, e foi responsável pela curadoria de exposições de arquitetura no Brasil, Chile, Dinamarca e Itália, além de ter realizado palestras e moderações de debates na Espanha, Estados Unidos e Portugal. Sua tese de doutorado, intitulada "Comoções", investiga as paisagens urbanas de São Paulo a partir do cinema. Seu trabalho articula pesquisa acadêmica e prática editorial, comunicando a arquitetura por meio de textos, entrevistas, curadoria e fotografia. Siga no Instagram @romullobf.
A arquitetura é talvez o bem imóvel que melhor expressa a história de uma cidade, revelando em si grandes figuras da cultura dignas de uma divulgação que engrandece afinal a história de um povo. O Guia de Arquitetura do Porto 1942-2017 vem na sequência do Guia de Arquitetura de Lisboa 1948-2013, constituindo os dois os primeiros da coleção Cities editada pela A+A Books.
Parte do Eixão Sul, na região central de Brasília, desabou esta manhã. Duas das três pistas que seguem no sentido norte entraram em colapso e despencaram na altura da Galeria dos Estados, cerca de um quilômetro da rodoviária do Plano Piloto.
Segundo reportagem publicada no jornal G1, o desabamento soterrou dois carros que estariam estacionados sob a via elevada, além das mesas de um restaurante. Até o momento não foram identificadas vítimas, disse a Defesa Civil, no entanto, parte da laje da estrutura ainda tem risco de queda.
Promovida pela Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica para Revestimentos, Louças Sanitárias e Congêneres (ANFACER), a Expo Revestir promove palestra com os arquitetos Toyo Ito e Paulo Mendes da Rocha no Transamerica Expo Center, em São Paulo.
O curso livre Arquitetura Paulistana, organizado pelo Estúdio Artigas, oferece visitas a obras significativas para a produção contemporânea de São Paulo. Acompanhados dos arquitetos responsáveis pelos projetos, os inscritos podem conhecer um pouco de cada uma das obras através do olhar de quem as idealizou.
Em reação a isso, e por ocasião do aniversário de 464 anos da cidade de São Paulo, o escritórios Brasil Arquitetura e Urbeflux Engenharia Consultiva divulgaram uma carta aberta à cidade de São Paulo em que pontuam diretrizes para a "necessária mudança de rumos no tratamento das águas urbanas", com o objetivo de superar o impasse sobre o destino do terreno "em benefício do interesse maior dos seus cidadãos e da cultura brasileira".
A prefeitura de São Paulo pretende dar início a um programa de locação social para abrigar moradores de rua em edifícios desocupados do centro da cidade, em troca de benefícios aos proprietários dos imóveis, que poderão ter suas dívidas de IPTU abatidas e deixarão de pagar o IPTU Progressivo para imóveis vazios.
O sistema de locação social existe, na realidade, desde 2004, e atende atualmente 903 famílias em seis edifícios, que pagam valores até 15% de suas rendas em troca de moradia permanente, sem, contudo, obterem a propriedade dos imóveis - que permanece com a prefeitura. O novo programa já tem em vista 370 imóveis elegíveis e pretende disponibilizar mil novas unidades.
Iniciativa inédita nas representações brasileiras na Mostra Internacional de Arquitetura de Veneza, a exposição Muros de Ar destinou um mês para inscrições e avaliações de projetos públicos, a integrarem a seleção curatorial que ocupa o pavilhão brasileiro a partir de 26 de maio. A convocatória selecionou 17 projetos no território brasileiro que utilizam a arquitetura como instrumento de mediação de conflitos, transições entre os domínios público e privado e conexão entre tecidos urbanos distintos.
Com curadoria coletiva dos arquitetos Gabriel Kozlowski, Laura González Fierro, Marcelo Maia Rosa e Sol Camacho, selecionados pela Fundação Bienal de São Paulo para organizar a mostra, a convocatória recebeu 289 projetos em mais de 60 cidades brasileiras.
Há algum aspecto ou marca recorrente que distingue, na essência, o olhar de fotógrafas e fotógrafos de arquitetura? Essa talvez seja mais uma daquelas perguntas de caráter retórico frequentemente usadas como argumento ao lançar luz sobre obras produzidas por mulheres e para a qual não se tem resposta precisa.
O atual processo de urbanização das cidades está ligado com a incapacidade mundial em resolver um problema crônico tratado como invisível: o aumento da população sem teto, ou desabrigada. Tendo em vista a dificuldade de sanar o déficit habitacional e a gravidade da situação em que encontram os desabrigados, é necessário e relevante pensar em soluções emergenciais que ao menos diminuam seu sofrimento e melhorem sua condição básica de existência.
Assim, o concurso #024 do Portal Projetar.org convida os acadêmicos a projetar um abrigo individual portátil destinado à desabrigados.
O chamamento público de projetos para o Pavilhão Brasileiro na 16ª Mostra Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza fechou no dia 19 de janeiro, sexta-feira passada às 11h da noite, após um mês aberto ao público.
A iniciativa teve como objetivo a busca por projetos ao longo do Brasil que demonstrassem a Arquitetura como instrumento para mediar conflitos, negociar transições entre os domínios público e privado e articular conexões entre tecidos urbanos distintos.
Cerca de 19 mil arquitetos e urbanistas fluminenses agora contam com uma estrutura de escritório compartilhado no Centro do Rio de Janeiro. Com 20 postos de trabalhos e duas salas de reunião, os profissionais poderão utilizar o espaço para trabalhar e se reunir com clientes.
A proposta do Conselho é dar mais dinamismo para o uso das instalações da sede, na Av. República do Chile, 230, 23º andar, aproximar-se dos profissionais, e colocar à disposição toda uma infraestrutura que os arquitetos e urbanistas ajudam a manter. Até o final deste ano, o CAU/RJ espera ampliar a quantidade de postos de trabalho e de salas de reunião oferecida.
Fechado há mais de dois anos para reformas, o Edifício Altino Arantes, afetuosamente apelidado de Banespão pelos paulistanos, será reaberto ao público amanhã em celebração ao aniversário de 464 anos da cidade de São Paulo. Construído em 1947 para abrigar a sede do Banco do Estado de São Paulo (Banespa), o arranha-céu de 161 metros de altura oferecia aos visitantes acessoa ao seu mirante com vista panorâmica para a cidade.
Agora, o ícone do centro da cidade contará com uma série de atrações que inclui um museu com a história do edifício, exposições artísticas, pista de skate e um loft para aluguel via Airbnb.
Inaugurada em 1960, Brasília talvez seja a cidade no mundo que mais firmemente seguiu em sua concepção e obra os preceitos e diretrizes da arquitetura e do urbanismo modernos. Síntese da visão de algumas das figuras mais respeitadas da história da arquitetura brasileira, seu traçado e edifícios chamaram a atenção do mundo para o crescimento econômico nacional e para a expansão brasileira para dentro de seu próprio território.
"Brasília é o sonho realizado dos arquitetos e urbanistas. É a única cidade do mundo construída onde não havia nada além do cerrado, no centro do Brasil, e onde os construtores tiveram toda a liberdade de aplicar sem restrições os princípios do mais moderno urbanismo."
O Dia Nacional do Arquiteto e Urbanista, comemorado no dia 15 de dezembro, virou lei. A Lei 13.627/2018, que coloca a data no calendário oficial brasileiro, foi sancionada pela Presidência da República no dia 16 de janeiro. Trata-se de uma importante etapa do processo de valorização profissional iniciado pelo CAU/BR e pelos CAU/UF desde sua criação, em 2011. O Conselho começou a funcionar justamente no dia 15 de dezembro para que a implementação do conselho coincidisse com a data de nascimento de Oscar Niemeyer.
Projeto Gardens by the Bay em Singapura. Fotografia em domínio público disponível no Visualhunt
Há diferentes métodos para estimar quão verde uma cidade é. Podemos contar os parques, somar todas as áreas verdes, quantificar apenas as zonas arborizadaspúblicas, precisar o número de árvores plantadas, e, mais recentemente, de acordo com um estudo realizado no MIT, analisar a perspectiva dos habitantes para saber quão frondosa pode ser uma cidade.
Newsha Ghaeli, pesquisadora do Senseable City Lab do MIT, desenvolveu junto de sua equipe um método para averiguar quão verde é o espaço urbano visto a partir da perspectiva dos pedestres. Imagens tomadas do Google Street View são processadas por um algoritmo que estima a porcentagem de cada imagem que corresponde a árvores e outros tipos de vegetação. "É importante compreender a quantidade de árvores e copas que cobrem as ruas, pois é isso que percebemos nas cidades", afirmou Ghaeli.
Em sua sexta edição, o Arquitecturas Film Festival lança o desafio a diretores, arquitetos e produtoras para submeter filmes nas áreas do documentário, experimental e ficção - longas, médias e curtas metragens produzidas após 1 de Janeiro 2017 - sobre temas relacionados à arquitetura, espaço e cidades. O anúncio oficial de abertura do concurso foi marcado pela exibição do documentário "Aires Mateus: Matéria em Avesso" de Henrique Pina, dedicado à obra do reconhecido atelier, na Sala principal do Cinema São Jorge em Lisboa.
EstereoEnsaios São Paulo é um filme-ensaio que revive o espírito dos filmes “Sinfonia de Cidades” da era silenciosa, no contexto estereográfico digital do século XXI. O filme foi composto como sinfonia musical com o intuito de dialogar com o filme São Paulo, Sinfonia da Metrópole, realizado em 1929.
O mapa-múndi de Urbano Monte reconstruído pela Universidade de Stanford. Image via David Raumsey Map Collection, Universidade de Stanford
Especialistas da Universidade de Stanford montaram digitalmente o que é considerado o maior mapa-múndi produzido no século XVI. De autoria do cartógrafo milanês Urbano Monte, a representação do mundo de 1587 fora dividida em 60 páginas e publicada na forma de atlas, porém, com instruções claras sobre como remontá-la.
David Rumsey, diretor da coleção de mapas históricos da universidade, adquiriu o mapa de um historiador em 2017. A publicação conta com apenas uma outra cópia manuscrita no mundo e nunca antes havia sido montada na forma do mapa concebido por Monte.